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Autoridades repudiam invasão de manifestantes ao Congresso

Bolsonaristas também se dirigem ao Palácio do Planalto e sede do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (8)

Brasília|Camila Costa e Plínio Aguiar, do R7, e Camila Andrade, do R7, da Record TV

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Manifestantes invadem Congresso Nacional, em Brasília, neste domingo (8)
Manifestantes invadem Congresso Nacional, em Brasília, neste domingo (8)

Autoridades e chefes de Poderes repudiaram a invasão de manifestantes ao Congresso Nacional, em Brasília, na tarde deste domingo (8). Os atos são organizados por eleitores que não aceitam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas em 2022.

A Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), chamou os manifestantes de criminosos e radicais; e lembrou que a Constituição oferece respaldo legal para que os responsáveis sejam punidos.


O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou ter falado por telefone com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que teria informado "que está concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação."

"Na ação, estão empenhadas as forças de segurança do Distrito Federal, além da Polícia Legislativa do Congresso. Repudio veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da lei com urgência", completou Pacheco.


Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, também se posicionou e afirmou que o Congresso Nacional não tem espaço para "baderna, destruição e vandalismo."

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) afirmou que as cenas vistas no centro de Brasília são "inaceitáveis" e os responsáveis devem ser punidos "com o rigor da lei".


Ex-ministro da Justiça e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, avaliou as cenas de invasão como "lamentáveis". O secretário informou ainda ter determinado ao setor de operações da pasta "providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília".

O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que está na sede do Ministério da Justiça e que as forás estáo agindo. "Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços". 


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou e considerou “inaceitável a invasão dos prédios públicos e os ataques desferidos contra os Três Poderes” neste domingo e ressaltou que “é hora de encerrar de uma vez por todas os intentos contra o Estado Democrático de Direito no país”.

“Além da depredação física, os ataques têm como objetivo o enfraquecimento dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e da Constituição Federal, que são os pilares do mais longevo período democrático da história brasileira”, diz a nota.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) também divulgou nota de repúdio aos atentados contra o Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo e defendeu “a imediata identificação e punição dos indivíduos que praticam tais atos”. A nota é assinada pelo presidente da AMB, Frederico Mendes Junior.

“As liberdades constitucionais de manifestação do pensamento e reunião não podem se travestir de instrumento de ataque às instituições públicas”.

Invasões na Esplanada

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento em que os manifestantes subiram a rampa do Congresso Nacional e invadiram a parte superior, onde ficam as cúpulas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além do Salão Verde, localizado dentro do edifício.

Uma bandeira com as cores verde e amarela foi estendida no Congresso Nacional. Os manifestantes também tentam invadir o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República. As imagens mostram também que os policiais militares que estavam no local reagiram com bombas, mas sem sucesso.

Para a presidente do PT, Gleise Hoffmann, a invasão aos prédios e órgãos públicos demonstram irresponsabilidade da segurança pública do DF. Nas redes, a petista afirmou que as consequências dos atos de vandalismo devem recair sobre o Governo do DF.

A área central de Brasília foi interditada no último sábado (7) após a chegada de vários ônibus com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Manifestações estão sendo convocadas para atos antidemocráticos por meio das redes sociais e de grupos de aplicativo, como WhatsApp e Telegram.

Diante de ameaças de manifestações violentas e a chegada de caravanas contrárias ao resultado das eleições presidenciais a Brasília, o governo federal autorizou o uso da Força Nacional na capital federal entre este sábado (7) e segunda-feira (9). O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, assinou uma portaria com o aval.

Parte da tropa já está na Esplanada dos Ministérios. Mais cedo, também pelas redes sociais, Dino afirmou que articula junto à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e ao ministro da Defesa, José Múcio, medidas para coibir e penalizar atos antidemocráticos.

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