Brasília Bolsonaro agradece ao Congresso por aprovar a PEC dos Benefícios

Bolsonaro agradece ao Congresso por aprovar a PEC dos Benefícios

Presidente parabenizou a coragem do Parlamento para buscar alternativas à população mais pobre; governo gastará R$ 41,2 bi

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Bolsonaro participa da promulgação da PEC dos Benefícios Sociais, no Congresso Nacional

Bolsonaro participa da promulgação da PEC dos Benefícios Sociais, no Congresso Nacional

Reprodução/TV Câmara

O presidente Jair Bolsonaro parabenizou o Congresso Nacional nesta quinta-feira (14) por aprovar e promulgar a proposta que permite ao governo federal criar e ampliar benefícios sociais até o fim deste ano. Segundo ele, o Parlamento foi corajoso na busca de uma saída para atenuar os impactos da inflação no bolso dos mais pobres.

"A coragem de tomar iniciativa e buscar alternativas não faltou de ambas as Casas [Câmara e Senado]. Tenho muito a agradecer por esse dia de hoje, que vem contemplar propostas saudáveis e bastante úteis para nossa população de maneira geral, como a majoração do Auxílio Brasil. Até novembro de 2021, tinha o Bolsa Família, que em média equivalia a R$ 190. Em janeiro, passou para R$ 400. E, agora, vai para R$ 600", destacou.

Bolsonaro participou da solenidade de promulgação da medida e disse estar feliz e orgulhoso por ser presidente do país neste momento. "Cada vez mais estamos partindo para o futuro tão sonhado por todos. Muitas coisas a caminho", comentou o presidente, que também ressaltou a boa relação entre o governo e o Congresso.

"O Parlamento, a Câmara e o Senado são essenciais. Somos parceiros. Parlamento e Executivo são irmãos xifópagos [gêmeos que nascem conectados por alguma parte do corpo]. Estaremos juntos sempre. Dependemos um do outro e vivemos em plena harmonia. Nesse momento, todos estão de parabéns", disse.

Gastos de R$ 41,2 bilhões

A proposta promulgada permite que o Executivo gaste R$ 41,2 milhões, apenas neste ano, em prol de benefícios. Será instruído um subsídio mensal a caminhoneiros no valor de R$ 1.000, que será pago entre julho e dezembro deste ano a quase 900 mil profissionais. Os gastos com o benefício serão de R$ 5,4 bilhões.

O benefício aos taxistas deve custar R$ 2 bilhões e também será concedido de julho a dezembro. O Congresso não estabeleceu um valor fixo a ser repassado aos profissionais da classe nem quantas pessoas serão contempladas. Caberá ao governo federal definir o total de beneficiários e quanto eles receberão.

O Auxílio Brasil passará de R$ 400 para R$ 600, o que deve representar um custo de R$ 26 bilhões. O novo valor será pago entre agosto e dezembro. Além disso, o governo vai zerar a fila para recebimento do benefício, o que vai ampliar o público-alvo da iniciativa para 19,8 milhões de famílias.

O valor do Auxílio Gás será dobrado. Hoje, as famílias atendidas pelo programa têm direito, a cada dois meses, a um valor equivalente ao preço de meio botijão de gás de 13 kg. O auxílio será elevado para o equivalente ao preço de um botijão de gás por bimestre. A medida terá um custo de R$ 1,05 bilhão.

Segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), "com tais medidas, objetivamos combater em diversas frentes os efeitos inflacionários suportados pelos brasileiros, seja aumentando diretamente a renda das parcelas mais vulneráveis e mais afetadas da população, seja reduzindo os custos atrelados ao preço dos combustíveis".

Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), frisou que "esse conjunto de medidas provocará um impacto muito positivo na redução da pobreza no nosso país, minimizando seus efeitos tão deletérios para nosso povo".

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