Defesa de Bolsonaro tenta convencer Moraes antes de decisão sobre prisão domiciliar
Apreensão de arma de Bolsonaro abre investigação sobre possível ‘falta grave’, que pode prejudicar prorrogação da prisão domiciliar
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A defesa de Jair Bolsonaro tem uma reunião decisiva nesta terça-feira (30) com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O encontro, que acontecerá às 13h30, no gabinete do ministro, antecede a decisão do magistrado sobre o futuro da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente.
Enquanto os advogados tentam prorrogar a permanência de Bolsonaro em casa usando justificativas médicas, o cenário jurídico se enrolou com uma nova polêmica: a abertura de uma apuração para saber se ele cometeu uma “falta grave” após ter uma arma apreendida.
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Após o encerramento do prazo de 90 dias de prisão domiciliar, o caso ganhou um respiro temporário com o posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República). O procurador-geral Paulo Gonet sugeriu que o STF espere a conclusão das investigações sobre o armamento antes de decidir se houve ou não descumprimento das regras do regime.
Para Gonet, o episódio da arma, isoladamente e neste momento inicial, não comprova uma falta disciplinar grave. O procurador argumentou que, para punir o ex-presidente, a Justiça precisa avaliar o impacto real do ato no cumprimento da pena, e não apenas a foto do momento.
Agora, o veredito está nas mãos de Moraes, que deve se embasar nos relatórios médicos da defesa e no desfecho do novo inquérito.
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