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Comunidade judaica reage após declaração antissemita do pré-candidato do PCO à Presidência

Rui Pimenta disse que genocídio contra judeus foi usado para ocultar ‘crimes do sionismo’ e não é lembrado por ‘motivos humanitários’

Brasília|Do R7

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Homem fala ao púlpito para uma plateia
Falas preconceituosas de Rui Costa Pimenta contra judeus provocaram reação da comunidade judaica Reprodução/Instagram @pco.29 – 08.07.2025

A comunidade judaica reagiu à declaração antissemita do pré-candidato do PCO à Presidência da República, Rui Costa Pimenta. A Conib (Confederação Israelita do Brasil) e Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo) lamentaram as falas do postulante ao Planalto, que indicam “falta de preparo moral e intelectual”, “ideologia cega” e “mais um crime”.

O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, afirmou que, “em tempos eleitorais, o radicalismo infelizmente pode crescer”.


“Instrumentalizar o Holocausto com mentiras e distorções históricas não é debate político — é sinal da absoluta falta de preparo moral e intelectual para ocupar posições de relevância na vida pública brasileira”, disse o dirigente da Conib.

O presidente-executivo da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, classificou as falas como um crime cometido por razões ideológicas.


“Mais uma declaração antissemita do pré-candidato à Presidência da República pelo PCO, Rui Costa Pimenta. Ele minimiza o Holocausto, ele transforma a dor dos 6 milhões de mortos nessa barbárie em uma negação do Holocausto. Mais uma vez, em nome de uma ideologia cega, Rui Costa Pimenta comete mais um crime. Lamentável”, afirmou.

Declarações antissemitas

Rui Costa Pimenta disse, em vídeo publicado pelo partido na última quarta-feira (6), que “esse negócio do holocausto foi uma farsa” e que a lembrança do extermínio de judeus durante a 2ª Guerra Mundial não é feita por razões humanitárias.


“O negócio de falar: ‘Vamos relembrar o Holocausto para que não volte a acontecer é uma farsa. Ninguém está preocupado com isso. [...] O sionismo se transformou numa força opressora paralela ao nazismo da época do Hitler. Uma força colonial extremamente brutal e cruel”, afirmou.

As declarações acontecem em meio ao cenário pré-eleitoral.

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