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Defesa de Lulinha diz que recebe terceiro inquérito com ‘absoluta tranquilidade’

Apesar disso, advogados de defesa do filho do presidente Lula temem que investigação seja afetada por ‘interesses externos’

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Lulinha recebeu com tranquilidade a instauração de um terceiro inquérito investigativo.
  • O inquérito foi solicitado pela Polícia Federal e autorizado pelo ministro do STF Flávio Dino.
  • A defesa expressa confiança na condução do ministro, mas teme interferências externas e eleitorais.
  • Lulinha é alvo de três investigações, incluindo suspeitas de tráfico de influência envolvendo o lobista "Careca do INSS".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com novo inquérito, Lulinha agora é alvo de três investigações Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo - 04.03.2008

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, afirmou nesta terça-feira (4) que recebeu “com absoluta tranquilidade” a instauração de um terceiro inquérito que o investiga por suspeita de envolvimento em atividades ilícitas no governo.

A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e autorizada nesta manhã pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.


“Recebemos com absoluta tranquilidade a notícia de instauração de ainda mais um inquérito. Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís”, afirmam os advogados.

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A defesa também comenta que tem “confiança plena” na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino.


No entanto, a defesa diz temer que interesses externos e eleitorais afetem o inquérito que investiga o filho do presidente da República.

“Não podemos permitir que interesses não republicanos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais, investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com votos.”


Investigações

Com a autorização de mais um inquérito, Lulinha passa a ser alvo de três frentes investigativas sob análise da Suprema Corte, todas instauradas a partir de apurações e indícios levantados pelos investigadores da PF.

Além da decisão tomada por Dino nesta terça, o ministro André Mendonça liberou, na última semana, duas investigações contra ele relacionadas ao Ministério da Saúde e à Dataprev.


A suspeita é de tráfico de influência para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pelo desvio de dinheiro de aposentadorias.

Leia a íntegra da nota divulgada pela defesa de Lulinha

Recebemos com absoluta tranquilidade a notícia de instauração de ainda mais um inquérito. Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís. Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento.

Temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, jurista que admiramos e respeitamos.

É importante dizer, entretanto, que pedimos a todos os órgãos responsáveis providências enérgicas contra vazamentos reiterados, seletivos e criminosos. Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais.

Reconhecemos os esforços do Diretor-Geral da Polícia Federal para manter a harmonia da corporação, bem como sua independência e autonomia. Essa instituição havia sido capturada por interesses privados do governo anterior, notadamente pelo líder do executivo, para proteção de seus filhos, asseclas e milicianos que ocuparam o governo do país. Uma vez reconquistadas, a independência e autonomia desse órgão de Estado devem ser praticadas com responsabilidade e observância dos regramentos constitucionais e legais.

Não podemos permitir que interesses não republicanos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais, investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com votos.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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