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Conselho de Ética avança com ação que pode suspender o mandato de Erika Hilton

Parlamentar do PSOL é acusada de quebra de decoro por publicação nas redes sociais; parecer do relator foi aprovado por 10 votos a 5

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou o relatório favorável à representação contra Erika Hilton por quebra de decoro parlamentar.
  • Erika Hilton é acusada de ofender mulheres cisgênero em uma publicação nas redes sociais, utilizando expressões como "imbeCIS" e "podem latir".
  • A postagem foi realizada após sua eleição como presidenta da Comissão de Direitos da Mulher.
  • A ação alega que a publicação configura abuso das prerrogativas constitucionais e utiliza linguagem considerada desumanizadora e misógina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deputada é acusada de ofender mulheres cisgênero após usar a expressão 'imbeCIS' em postagem Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - Arquivo

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou o relatório favorável à representação do partido Missão contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP) por quebra de decoro parlamentar. Se a ação avançar, ela pode ter o mandato suspenso.

O parecer do deputado Cabo Gilberto (PL-PB) foi aprovado por 10 votos a 5.


Erika é acusada de ofender mulheres cisgênero por publicar nas redes sociais um texto que usava a expressão “imbeCIS”. A frase “podem latir” também é citada na ação.

“A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa [...]. Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher.
E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui”, escreveu a parlamentar.


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A publicação foi feita no dia 11 de março de 2026, após a deputada ser eleita para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher.

A ação diz que o post configura um “flagrante abuso das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional”.


“No contexto da postagem, tal expressão equivale a tratar mulheres como ‘cadelas’, linguagem animalizadora, historicamente associada à misoginia e à desumanização, representando o exato oposto da defesa da dignidade feminina”, afirma o documento.

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