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Defesas de Vorcaro e ex-presidente do BRB contestam indiciamentos e pedem revisão de prisões

Defesas de Vorcaro e Paulo Henrique Costa contestam indiciamentos, negam irregularidades e questionam provas da investigação

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As defesas de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa contestam indiciamentos e pedem revisão das prisões preventivas, alegando falta de provas suficientes.
  • A defesa de Vorcaro critica o relatório da Polícia Federal como "açodado e afoito" e solicita o arquivamento do inquérito e a revogação da prisão preventiva.
  • Os advogados de Paulo Henrique Costa afirmam que o indiciamento foi surpreendente e que a investigação teria focado em confirmar hipóteses acusatórias.
  • Ambas as defesas sustentam que as operações financeiras não causaram prejuízos e que as decisões foram colegiadas e alinhadas com as instâncias de governança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defesas contestam indiciamentos pela PF Brasil Confidencial

As defesas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), contestaram os indiciamentos dos investigados pela Polícia Federal no inquérito que apura operações entre as duas instituições financeiras. Em manifestações divulgadas nesta quarta-feira (28), os advogados questionaram as conclusões da investigação e defenderam que não há provas suficientes para sustentar as acusações.

A defesa de Vorcaro classificou o relatório parcial da Polícia Federal como “açodado e afoito” e pediu o arquivamento do inquérito e a revogação da prisão preventiva do empresário. Já os advogados de Paulo Henrique Costa afirmaram ter recebido com surpresa o indiciamento do ex-presidente do BRB pelos crimes de gestão fraudulenta e organização criminosa.

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Defesa de Vorcaro questiona investigação

Em nota, os advogados de Daniel Vorcaro argumentaram que o indiciamento ocorreu antes da conclusão das apurações. Segundo a defesa, a própria Polícia Federal solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) mais 60 dias para dar continuidade às investigações.

Os advogados afirmam que ainda existem exames periciais em andamento, materiais apreendidos que não foram analisados e pessoas relevantes que não foram ouvidas.

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A defesa também nega que as operações envolvendo o Banco Master e o BRB tenham causado prejuízos à instituição financeira pública. Segundo a nota, o negócio relacionado às carteiras da Tirreno não foi concluído, e os ativos foram substituídos por outros. Os advogados sustentam que as operações geraram resultados positivos para o BRB.

A manifestação também questiona a suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo a defesa, o relatório policial reconhece que ainda estão pendentes análises bancárias, fiscais e patrimoniais para identificar eventual proveito econômico e rastrear os fluxos financeiros.

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Os advogados afirmam que as conclusões da investigação se baseiam em uma leitura seletiva de mensagens e em hipóteses que ainda não teriam sido comprovadas tecnicamente. A defesa sustenta que as operações foram submetidas a decisões técnicas e colegiadas das instâncias de governança das duas instituições financeiras.

Ao final, os advogados pedem o arquivamento do inquérito relacionado às operações entre o Banco Master e o BRB e a revogação da prisão preventiva de Vorcaro, para que ele responda à investigação em liberdade.

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Ex-presidente do BRB nega participação em fraudes

A defesa de Paulo Henrique Costa também contestou o indiciamento e afirmou que a investigação teria adotado uma abordagem direcionada à confirmação das hipóteses acusatórias, em vez de analisar os fatos de forma imparcial.

“Pesa dizer que o trabalho policial submeteu os fatos às hipóteses acusatórias, quando deveria fazer o inverso”, afirma a nota.

Os advogados sustentam que mensagens encontradas nos celulares de integrantes do Banco Master demonstrariam que Paulo Henrique não tinha conhecimento das supostas fraudes nas carteiras de crédito. Segundo a defesa, depoimentos de testemunhas ligadas tanto ao BRB quanto ao Master seriam convergentes nesse sentido. A manifestação também afirma que documentos apresentados ao inquérito, inclusive por autoridades públicas como o Banco Central, teriam sido ignorados.

De acordo com os advogados, Paulo Henrique foi responsável por detectar irregularidades nas carteiras, exigir garantias de R$ 25 bilhões e cobrar a substituição de ativos. A defesa afirma ainda que, quando o nome da empresa Tirreno surgiu nas apurações, as operações foram suspensas.

A nota sustenta que o ex-presidente do BRB comunicou o Banco Central sobre os fatos e compartilhou com a autoridade monetária as providências adotadas antes e depois da identificação das irregularidades.

Defesa questiona valores e prisão preventiva

Os advogados também afirmam que não foi apontada vantagem financeira obtida por Paulo Henrique Costa. A defesa diz que a suspeita de recebimento de apartamentos avaliados em R$ 150 milhões foi descartada, embora, segundo a manifestação, essa hipótese tenha fundamentado a prisão preventiva do ex-presidente do banco.

De acordo com a nota, Paulo Henrique está preso preventivamente há mais de 180 dias, sem revisão judicial. A defesa afirma que há um pedido de liberdade provisória apresentado em 12 de junho, ainda pendente de manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Os advogados também mencionam um habeas corpus que, segundo eles, ainda não havia sido encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal).

Sobre as operações entre o BRB e o Banco Master, a defesa afirma que Paulo Henrique seguiu orientações do acionista majoritário, respeitou os procedimentos de governança e compartilhou as decisões com o Conselho de Administração e o Banco Central.

Os advogados argumentam que as decisões eram colegiadas e que o então presidente do BRB não tinha alçada individual para aprovar operações financeiras. Segundo a nota, ele teria atuado no que considerava ser o melhor interesse do banco público.

A defesa também questiona o foco da investigação sobre uma carteira de R$ 12,2 bilhões. Segundo os advogados, R$ 10,5 bilhões desse montante foram substituídos por ativos considerados hígidos até a saída de Paulo Henrique do cargo. A manifestação afirma ainda que a relação comercial com o Banco Master gerou R$ 8 bilhões em receitas para o BRB e que esses resultados continuariam sendo produzidos.

Os advogados acrescentam que, no momento em que Paulo Henrique foi afastado da presidência, o BRB apresentava, segundo eles, condições financeiras saudáveis, liquidez, rentabilidade e posição de destaque em diferentes segmentos.

Ao final, a defesa afirma confiar na Justiça e espera que a PGR considere o conjunto das provas reunidas no inquérito. Os advogados sustentam que uma análise integral dos autos deve afastar as acusações de gestão fraudulenta e de participação em organização criminosa.

As manifestações representam os argumentos apresentados pelas defesas dos investigados. As alegações não equivalem a uma decisão judicial sobre a responsabilidade dos envolvidos.

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