Do gabinete às redes sociais: como a briga entre ministros do STF chegou à internet
Tensão se acumulou longe dos holofotes, na troca de despachos e em recados entre gabinetes
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A briga entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) começou antes das manifestações em redes sociais. A tensão foi acumulada nos gabinetes, durante a troca de despachos, cobranças de prazos e recados em processos.
A guerra saiu dos registros escritos e foi aberta ao plenário da Corte em uma sessão convocada para a terça-feira (15) pelo presidente Edson Fachin, que tinha como objetivo alinhar procedimentos para o julgamento do ministro Alexandre de Moraes.
Durante o debate, transmitido ao vivo pela TV Justiça, o ministro Gilmar Mendes fez duras críticas à condução de casos por André Mendonça. A sessão terminou em pedido de vista do ministro Flávio Dino, que terá até 90 dias para devolver o projeto ao tribunal.
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Do plenário para as redes sociais
Após a sessão, o embate ultrapassou os muros da Corte e virou pauta nas redes sociais de Gilmar Mendes. Em publicação no X, na quinta-feira (17), o decano da Corte fez duras críticas à postura de Mendonça diante do caso, sem mencionar o magistrado pelo nome.
Gilmar Mendes acusou o colega de promover vazamentos seletivos das investigações e de explorar politicamente os episódios, chegando a classificá-lo como um “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.
Após a manifestação de Gilmar Mendes, o gabinete de André Mendonça reagiu por meio de nota oficial. O texto esclarece que a decisão de retirar o sigilo dos processos não partiu do magistrado, alfinetando o colega de Corte ao afirmar que a medida “veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos”.
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