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Entenda como vai funcionar grupo de trabalho para debater modernização do Judiciário

A última grande alteração estrutural do sistema judicial ocorreu em 2004, com a promulgação da Emenda Constitucional 45

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Edson Fachin cria grupo de trabalho para modernizar o Judiciário brasileiro.
  • O grupo reunirá especialistas para discutir a redução de burocracia e uso de tecnologia nos processos judiciais.
  • Objetivo é facilitar a vida dos cidadãos e apresentar propostas de mudança até o final do ano.
  • Última grande reforma do Judiciário ocorreu em 2004 com a Emenda Constitucional 45.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grupo tem a missão de entregar todas as propostas de mudança prontas até o fim deste ano Ton Molina/STF - Arquivo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, criou um grupo de trabalho para planejar uma reforma e modernizar o sistema judicial do país.

A ideia é reunir grandes nomes do direito, juízes e especialistas para discutir como mexer na estrutura da Justiça, cortando a papelada e usando a tecnologia para agilizar os processos. O grupo tem uma missão clara: entregar todas as propostas de mudança prontas até o fim deste ano.


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Segundo Fachin, esse grupo nasceu de uma necessidade evidente.

“É hora de recolher o que foi feito em pesquisas e traduzir os principais problemas atuais. Ouvir os segmentos. Todas as pessoas deverão ser ouvidas. Não se trata apenas do poder judiciário; essa ação vai modernizar o sistema de justiça”, disse.


Em relação ao Código de Ética, o ministro afirmou que se tratam de “pautas convergentes”, mas com “caminhos autônomos”.

A última grande alteração estrutural do Poder Judiciário brasileiro ocorreu em 2004, com a promulgação da Emenda Constitucional 45, conhecida historicamente como a Reforma do Judiciário.


Após tramitar por 13 anos no Congresso Nacional, essa emenda foi publicada em 31 de dezembro de 2004 e trouxe transformações profundas para a estrutura e o funcionamento da Justiça no país.

As principais mudanças implementadas por aquela reforma foram:

  • Criação do CNJ e do CNMP: instituiu o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) como órgãos de controle administrativo, financeiro e disciplinar.
  • Súmula Vinculante: permitiu que o Supremo editasse verbetes que devem ser seguidos obrigatoriamente por todo o restante do Judiciário e pela administração pública.
  • Repercussão Geral: criou um filtro para que o STF só julgue Recursos Extraordinários que possuam relevância social, econômica, política ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes do processo.
  • Autonomia das Defensorias Públicas: garantiu autonomia funcional e administrativa às Defensorias Públicas Estaduais.
  • Duração Razoável do Processo: incluiu no artigo 5º da Constituição o direito à celeridade processual (rapidez na tramitação).
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