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Fachin diz que grupo de trabalho vai criar novo modelo de remuneração para magistratura

Comissão terá 180 dias para mapear benefícios extras concedidos por tribunais; medida ocorre após adoção do contracheque único

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Edson Fachin anuncia a criação de um grupo de trabalho para propor um novo modelo de remuneração para magistrados.
  • O grupo terá 180 dias para apresentar um relatório sobre "penduricalhos" e propor uma minuta de projeto de lei para regulamentar essas verbas.
  • O objetivo é unificar e moralizar os vencimentos dos magistrados, garantindo compatibilidade com princípios legais e o Estatuto da Magistratura.
  • A iniciativa inclui a proibição de folhas de pagamento paralelas e a padronização das verbas indenizatórias legítimas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fachin: iniciativa visa ao 'fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições públicas' Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 09.06.2026

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Edson Fachin, afirmou que a comissão voltada a revisar os “penduricalhos” também vai propor um novo modelo de remuneração para os magistrados.

Em vez de apenas analisar bônus específicos, o grupo deve apresentar uma proposta estrutural para unificar e moralizar os vencimentos da categoria.

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“A expectativa é de que o grupo de trabalho produza subsídios qualificados, contribuindo para a construção de um modelo remuneratório compatível com os princípios da legalidade e o Estatuto da Magistratura”, afirmou.

Segundo Fachin, a medida é uma agenda de Estado, “voltada à consolidação de soluções duradouras e ao fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições públicas”.

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O grupo de trabalho criado pelo ministro terá o prazo de 180 dias para apresentar um relatório detalhado sobre os penduricalhos na magistratura e formular uma minuta de projeto de lei para regulamentar essas verbas.

Termo popular no meio jurídico, os penduricalhos são recursos indenizatórios instituídos pelos próprios tribunais, sem previsão legal expressa.

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Regras de padronização

De acordo com o plano assinado por Fachin na última sexta-feira (5), o foco será estudar propostas legislativas que aperfeiçoem o sistema remuneratório do serviço público.

A criação do grupo ocorre na esteira de outra medida dura do CNJ: a aprovação, no fim de maio, do “contracheque único”. A nova regra proíbe os tribunais de abrirem folhas de pagamento paralelas para quitar bônus e os obriga a unificar os nomes das verbas indenizatórias legítimas.

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A padronização foi a saída encontrada pelo Conselho após fracassar na tentativa de mapear a quantidade caótica de nomenclaturas criadas por comarcas de todo o país. Toda essa discussão sobre pagamentos extrateto acelerou em março, quando o STF referendou uma liminar do ministro Flávio Dino que barrou de imediato diversas verbas sem respaldo na lei.

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