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Equipe de Lula quer R$ 22 bi para Mais Médicos, Farmácia Popular e saúde indígena

Grupo voltado à discussão de questões ligadas à saúde elabora um texto com os números para ser enviado ao Congresso Nacional

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília


Médica mostra radiografia a paciente durante consulta
Médica mostra radiografia a paciente durante consulta

O grupo de saúde da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai pedir R$ 22 bilhões para a área a partir da liberação de espaço orçamentário na proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA).

O senador Humberto Costa (PT-PE), integrante do grupo, afirmou nesta quinta-feira (10) que a grande preocupação é com o desabastecimento, considerado "emergencial para ser trabalhado". O parlamentar defende a manutenção do programa Mais Médicos e considera que medicamentos da Farmácia Popular e a saúde dos indígenas também são temas caros ao governo eleito.

"Já fizemos a proposta e estamos aguardando o retorno disso", afirmou o senador. De acordo com ele, os principais pontos a serem contemplados ainda serão confirmados em reunião com lideranças partidárias. A ideia é que outros parlamentares tenham as sugestões discutidas.

Mais Médicos

O Mais Médicos foi lançado pelo governo federal em 2013, durante a gestão de Dilma Rousseff, com o objetivo de promover a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em estados e municípios. Com o programa, médicos foram enviados a regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais.

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Em 2018, o governo cubano anunciou a retirada do país do programa brasileiro. No intervalo de cinco anos, cerca de "20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113.359 milhões de pacientes, em mais de 3.600 municípios", segundo o Ministério da Saúde Pública de Cuba, país com ditadura de esquerda com o qual Lula demonstrou ter uma relação próxima.

Em abril deste ano, o presidente Jair Bolsonaro lançou o programa que substitui o Mais Médicos, chamado Médicos pelo Brasil. Na ocasião, foi anunciado o reforço de 4.000 profissionais da saúde como integrantes do Médicos pelo Brasil.

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Uma proposta com todos os pontos será elaborada e enviada ao Congresso. O relatório ficará a cargo do ex-ministro José Gomes Temporão, que é cotado para voltar à liderança do Ministério da Saúde. Outro nome que também pode assumir a pasta é o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, coordenador do grupo.

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