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Escala 6x1: após disputa por protagonismo, Câmara e governo se aproximam em debate

Deputados indicam alinhamento para atender tanto o governo quanto o plano do presidente da Câmara, Hugo Motta

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputados buscam alinhamento entre a Câmara dos Deputados e o Planalto sobre a redução da jornada de trabalho.
  • Proposta inclui a análise de uma PEC e um projeto de lei do governo para discutir regras específicas.
  • O presidente da comissão e o relator da PEC confirmaram a estratégia de tramitação das propostas.
  • O risco de trancar a pauta da Câmara está presente, com urgência para votar o projeto enviado pelo governo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Motta e Lula defendem redução da jornada semanal de trabalho Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo - 24.03.2026

Após disputa entre a Câmara dos Deputados e o Palácio do Planalto pelo protagonismo da redução da jornada semanal de trabalho e do fim da escala 6x1, deputados indicam alinhamento para atender tanto o governo quanto o plano traçado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A ideia é emplacar a redução de jornada pela PEC (proposta de emenda à Constituição), que está em debate na comissão especial, e aproveitar o projeto encaminhado pelo Planalto para discutir regras específicas, como a situação de outros modelos de trabalho.


Essa previsão foi confirmada ao R7 pelo presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP). O relator da PEC, Léo Prates (Republicanos-BA), também defende esse caminho.

“Nós vamos tratar na PEC a regra geral, e os específicos a gente trata no projeto de lei. Acho que assim a gente encontra o formato jurídico”, afirmou Prates.


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A alternativa, na prática, ao mesmo tempo em que não descarta a participação do Executivo — que tem a redução da jornada semanal de trabalho como uma das prioridades do ano e iniciou campanha pelo fim da escala 6x1 —, mantém a decisão de Motta para que a mudança seja decidida por meio de um texto formulado pelos deputados.

Apesar do gesto de aproximação, governistas querem manter o pedido de urgência do projeto enviado pelo Planalto para acelerar a discussão sobre redução de jornada. Nesse modelo, a Câmara tem até 45 dias para votar a proposta. Caso contrário, a pauta fica travada.


Desde o envio do projeto, em 14 de abril, o texto criado por deputados passou a tramitar de forma mais rápida. A PEC foi avaliada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e passou a ser discutida em uma comissão especial. As próximas votações estão previstas para os dias 26 e 27 de maio, para chegar ao Senado a tempo de avaliação ainda no primeiro semestre.

“Cumprir o cronograma até o final do mês de maio, para que ainda, quem sabe, no mês do trabalhador, nós possamos ter a aprovação não só na comissão especial, mas também no plenário da Câmara, para que dê tempo ainda, e justamente blindar da questão eleitoral, o Senado tenha condição de votar, quem sabe, antes do recesso, para ir à eleição com essa situação resolvida”, afirmou Motta durante uma sessão de debates sobre a escala 6x1 na Paraíba, nessa quinta-feira (7).

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