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Estamos trabalhando para este ser o último 1º de maio com escala 6x1, diz Boulos

Antes de evento pelo Dia dos Trabalhadores, ministro ainda comentou aproximação com entregadores de aplicativo e eleições

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Guilherme Boulos afirma que o governo busca acabar com a escala 6x1, garantindo dois dias de descanso semanal.
  • Projeto sobre a jornada de trabalho já tramita há mais de um ano, mas ganhou impulso com a pressão da sociedade e apoio do presidente Lula.
  • Boulos menciona aproximação com trabalhadores de aplicativo, considerando medidas de incentivo à renovação da frota para motoristas.
  • Ministro critica Flávio Bolsonaro, destacando a comparação de legados entre os políticos nas próximas eleições.

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Brasília (DF), 28/04/2026 - O ministro da secretaria-geral da presidência, Guilherme Boulos, durante cerimônia para divulgação das regras de transição para a implementação do pedágio eletrônico (free flow) em todo o país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro diz que pauta só avançou por pressão popular e apoio de Lula Marcelo Camargo/Agência Brasil - 28.4.2026

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta sexta-feira que o governo trabalha para que este seja o último dia 1º de maio com a escala de trabalho no modelo 6x1 em vigência.

“Faz 38 anos que não se reduz a jornada de trabalho no Brasil. A última vez foi na Constituição de 1988. Agora, no que depender do presidente Lula e de todo o sindicalismo, dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso País, nós vamos acabar com a 6x1, garantir dois dias de descanso semanais no mínimo e máximo de 40 horas de trabalho sem redução de salário”, disse Boulos, em conversa com a imprensa, antes de participar de ato pelo Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo.


O ministro reconheceu que o projeto que coloca fim à escala 6x1 já estava tramitando há mais de um ano, mas só começou a “andar” agora por conta da pressão da sociedade e porque o presidente Lula abraçou a pauta.

“Aqueles que estão ao lado dos trabalhadores e de 80% da população brasileira que defende, no mínimo, dois dias de descanso vão se posicionar. Aqueles que estão contra vão se posicionar também e vão pagar o preço”, disse.


Aplicativos

Durante sua fala, Boulos também defendeu que o governo vem tentando aproximação com os trabalhadores de aplicativo no país. Segundo ele, o governo Lula tem dedicado atenção especial à pauta, apesar do que considera ser um forte “poder de fogo e lobby violentos” por parte das plataformas.

Ao comentar futuras medidas, Boulos fez menção à possibilidade de o governo lançar uma medida de incentivo de renovação de frota de automóveis para motoristas de aplicativo, a exemplo do que foi feito com motoristas de caminhões recentemente.


“Muitos têm carros alugados, passam metade do dia de trabalho para pagar o aluguel da diária do carro e nós vamos criar, a partir do presidente Lula, uma linha muito mais vantajosa para esses trabalhadores”, disse.

Eleições

Ao comentar sobre as eleições de outubro, Boulos elevou o tom contra o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Segundo ele, o filho do ex-presidente tenta se vender como moderado, mas “é uma farsa”. Para Boulos, quando a campanha começar de fato e as biografias de Lula e Flávio forem comparadas, o governo levará vantagem.

“O Lula criou praticamente todos os programas sociais que nós temos. O que o Flávio Bolsonaro fez pelo Brasil? A única coisa que fez como senador, pela qual ele é lembrado, foi propor uma PEC que privatizava a praia. Como deputado estadual, nem se fale. É só escândalo, é só B.O.”.

Boulos também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Para o ministro, o atual governador “se vende como gestor”, mas não tem nenhum legado. “Ele é um gestor sem gestão”.

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