Dino rebate repercussão de vídeo antigo e nega irregularidades em segurança
Para o ministro, disseminação de narrativas manipuladas não se confunde com liberdade de expressão
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino usou as redes sociais neste domingo (16) para rebater a veiculação e o compartilhamento de conteúdos tirados de contexto, cobrando publicamente a retificação de declarações distorcidas sobre sua atuação e posicionamentos.
Em manifestação divulgada em seus perfis, o magistrado criticou o uso de gravações antigas e edições descontextualizadas com o objetivo de gerar desinformação e induzir a opinião pública ao erro.
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Dino ressaltou que a disseminação de narrativas manipuladas não se confunde com o exercício legítimo da liberdade de expressão.
“Esse vídeo em que apareço na praia, abrindo a porta de um carro, é bem antigo, quando não era ministro do STF. E aquele carro mostrado é particular. Basta ver a data no print: maio de 2023. Minha posse no STF foi em 2024. De todo modo, assassinos e criminosos em geral não respeitam locais de lazer e o horário de expediente normal dos servidores públicos”, disse.
Operação
Na última quarta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão, apontado como fonte de informações de um blogueiro que publicou textos sobre o suposto uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.
Moraes apontou Raimundo Cutrim como fonte de informações publicadas por um jornalista local. As buscas foram realizadas a partir de dados encontrados no celular do blogueiro, alvo da PF em março.
A PF identificou repasses financeiros dele ao jornalista, como uma transferência de R$ 100 mil destinada à compra de um terreno, e apura se os pagamentos financiaram matérias do interesse do grupo de Cutrim.
Depois da operação, Dino determinou a retirada do sigilo de investigações que expõem uma complexa rede criminosa no Maranhão. A investigação cita o senadorWeverton Rochae o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins.
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