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Fachin defende resolução de conflitos em vez do aprofundamento de rupturas

No RJ, presidente do STF prega decisões mais humanas e afirma que o futuro da Justiça dependerá de valores, não de máquinas

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Edson Fachin defende a resolução de conflitos e reconciliação em vez de aprofundar rupturas.
  • A Justiça deve humanizar suas decisões, aliando firmeza com empatia e dignidade humana.
  • Fachin propõe que a Justiça do século 21 adote "olhos abertos" para realidades complexas e vulnerabilidades.
  • O futuro da Justiça deve focar em valores humanos, fraternidade e hospitalidade, visando um destino comum para a humanidade e o planeta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para Fachin, a Justiça precisará adotar novas lentes para decidir pensando nas próximas gerações Ton Molina/STF - Arquivo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (19) que é preciso ter a “mão estendida” para buscar a resolução de conflitos e a reconciliação, em vez de aprofundar rupturas.

Para ele, a Justiça deve humanizar suas decisões e demonstrar que a firmeza pode caminhar junto com a empatia e o compromisso com a dignidade humana.


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Fachin defendeu que a imagem tradicional da Justiça — com olhos vendados, balança e espada — precisa ser complementada por uma nova sensibilidade no século 21: a de manter “olhos abertos” para enxergar realidades complexas e vulnerabilidades.

A declaração foi dada no seminário “A Justiça do Amanhã”, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.


O encontro reuniu algumas das principais autoridades do sistema judiciário brasileiro para discutir os desafios contemporâneos da Justiça e as perspectivas para o fortalecimento das instituições democráticas.

O ministro disse ainda que a Justiça do amanhã precisará adotar novas lentes para decidir pensando nas consequências futuras de suas decisões e no direito das próximas gerações, entendendo que a humanidade e o planeta compartilham um destino comum.


Futuro e responsabilidade

Para Fachin, o futuro não é um destino inevitável, mas sim uma construção de responsabilidade do presente. “O verdadeiro progresso não consiste apenas em ampliar o que podemos fazer. Consiste também em aprofundar a compreensão daquilo que devemos fazer”, disse.

Ele ainda fez um apelo para que as próximas gerações cultivem a fraternidade e a hospitalidade, em oposição à hostilidade e à polarização, reafirmando que o sucesso da Justiça do amanhã dependerá menos das ferramentas e das máquinas e muito mais dos valores humanos.

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