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Em meio a atrito com Mendonça, superintendentes da PF saem em defesa da direção da corporação

Manifestação pública por meio de nota ocorre diante do cenário de tensão institucional entre instituição e gabinete do ministro do STF

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal defenderam o diretor-geral Andrei Rodrigues e a independência técnica da instituição.
  • O apoio ocorre em meio a tensões entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do STF, devido a investigações sobre fraudes no INSS.
  • O gabinete de Mendonça questionou a condução das investigações, incluindo a troca de equipes e a demora em relatórios, levantando suspeitas de obstrução de Justiça.
  • A Polícia Federal nega interferência política e reforça que suas ações seguem diretrizes técnicas, enquanto a nota dos superintendentes busca reafirmar a autonomia da corporação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Chegou a ser ventilada possibilidade de apuração de suposta ingerência do diretor-geral Andrei Rodrigues José Cruz/Agência Brasil - 30.09.2025

Os 27 superintendentes regionais da PF (Polícia Federal) divulgaram, nesta quinta-feira (6), uma nota conjunta em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e da independência técnica da instituição.

A manifestação ocorre em meio a um cenário de tensão institucional entre a corporação e o gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).


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No documento, os chefes regionais da PF reforçam o compromisso da corporação com a legalidade e o Estado Democrático de Direito, bem como reforçaram a confiança no trabalho de Andrei Rodrigues.

O texto menciona, ainda, que a atuação investigativa da corporação é fundamentada em “provas e critérios exclusivamente técnicos”, sem submissão a “pressões de caráter político ou pessoal”.


Desgaste

A insatisfação entre a PF e o gabinete de André Mendonça ganhou força com o andamento das investigações sobre as fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O clima de atrito se intensificou após o envio de apurações e inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em virtude de suspeitas de tráfico de influência por parte do empresário.


O gabinete do ministro no STF cobrou explicações sobre a condução das investigações desse caso na PF e questionou a troca de integrantes da equipe responsável pela investigação, a alegação de falta de pessoal na corporação, além da suposta demora no envio de documentos associados a quebras de sigilo.

Chegou a ser ventilada a possibilidade de investigação de eventual obstrução da Justiça ou ingerência por parte do diretor-geral da PF. No entanto, interlocutores de Mendonça relatam que essa acusação teria relação com a cobrança de informações operacionais sobre as apurações do caso do INSS.


A Polícia Federal, contudo, nega que exista qualquer interferência política ou irregularidade nos procedimentos internos da corporação, bem como enfatiza que trocas nas equipes e prazos adotados seguem diretrizes técnicas e operacionais.

A nota divulgada pelos superintendentes visa blindar a corporação e reforçar publicamente a autonomia do trabalho policial em face das cobranças da Suprema Corte e dos atritos com Mendonça.

Confira os pontos destacados pelos 27 superintendentes regionais:

  • Histórico e compromisso constitucional: solidez da Polícia Federal como instituição de Estado, com 82 anos de história e comprometimento com a Constituição, a legalidade, a imparcialidade e o Estado Democrático de Direito.
  • Atuação técnica e imparcial: credibilidade da PF devido ao trabalho técnico e independente dos servidores públicos da corporação e destaque para o fato de as investigações serem guiadas por fatos e provas, sem se submeterem a interesses políticos, ideológicos ou pessoais.
  • Independência e autonomia: necessidade de preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa, para que a instituição possa gerir os próprios recursos e as próprias prioridades com eficiência, em atendimento aos interesses da própria sociedade.
  • Defesa da credibilidade da instituição: destaque para o fato de críticas e debate público serem legítimos em uma democracia, mas com ressalva às tentativas de enfraquecimento da credibilidade e da confiança da população nas instituições republicanas.
  • Apoio à Direção e união da categoria: reafirmação da total confiança na atual Direção da Polícia Federal e renovação do compromisso com uma corporação forte, técnica, independente e fiel à missão institucional.
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