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'Forças Armadas estarão sempre vigilantes', diz ministro Luiz Ramos

Afirmação foi publicada depois que Defesa divulgou nota em repúdio às declarações do ministro do STF Luís Roberto Barroso

Brasília|Emerson Fonseca Fraga, do R7, em Brasília

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Luiz Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
Luiz Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Ramos, disse nesta segunda-feira (25), via Twitter, que "defender a soberania nacional é dever das Forças Armadas". Segundo ele, "eleições democráticas e transparentes fazem de nós um País soberano, por isso, nossas FA [Forças Armadas] estarão sempre vigilantes pelo bem do nosso povo, do nosso [Brasil]".

O comentário foi feito depois que o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, divulgou nota repudiando comentários feitos pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso. O jurista afirmou que "as Forças Armadas são orientadas a atacar e desacreditar o processo eleitoral". Oliveira disse, no último domingo (24), que a fala de Barroso é irresponsável e, também, uma ofensa grave às instituições nacionais permanentes do Estado brasileiro.


O comentário de Barroso foi feito durante a participação dele, por link de vídeo, em um seminário sobre o Brasil, promovido pela Hertie School, de Berlim, na Alemanha. Ainda de acordo com a nota divulgada pelo Ministério da Defesa, as Forças Armadas repudiam qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia. Veja abaixo a íntegra da nota:

"Acerca da fala do Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, durante


participação, por videoconferência, em um seminário sobre o Brasil, promovido por entidade

acadêmica estrangeira, em que afirma que as Forças Armadas são orientadas a atacar e


desacreditar o processo eleitoral, o Ministério da Defesa repudia qualquer ilação ou insinuação,

sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos


princípios da democracia.

Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem

a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é

irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do

Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições.

As Forças Armadas, republicanamente, atenderam ao convite do Tribunal Superior Eleitoral

(TSE) e apresentaram propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da Comissão

de Transparência das Eleições (CTE) e calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma

equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o

que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão. As eleições são questão de soberania

e segurança nacional, portanto, do interesse de todos.

Leia também

As Forças Armadas, como instituições do Estado Brasileiro, desde o seu nascedouro, têm uma

história de séculos de dedicação a bem servir à Pátria e ao Povo brasileiro, quer na defesa do

País, quer na contribuição para o desenvolvimento nacional e para o bem-estar dos brasileiros.

Elas se fizeram, desde sempre, instituições respeitadas pela população.

Por fim, cabe destacar que as Forças Armadas contam com a ampla confiança da sociedade,

rotineiramente demonstrada em sucessivas pesquisas e no contato direto e regular com a

população. Assim, o prestígio das Forças Armadas não é algo momentâneo ou recente, ele

advém da indissolúvel relação de confiança com o Povo brasileiro, construída junto com a

própria formação do Brasil.

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Ministro de Estado da Defesa"

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