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Indiciamento de ministros do STF proposto por CPI precisa de aval de Alcolumbre

Foi do presidente do Senado a decisão de não prorrogar a comissão por mais três meses, como pleiteou o relator

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CPI do Crime Organizado propôs o impeachment de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
  • O relatório precisa ser aprovado pela maioria da CPI e, se aprovado, será enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • O indiciamento é por crime de responsabilidade, que é julgado politicamente pelo Senado e não pela PGR.
  • Alcolumbre, que não é favorável à CPI, controla o andamento das denúncias e pode impedir prazos de prorrogação da comissão.

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Davi Alcolumbre passaria a ter controle sobre os rumos das denúncias Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 04.02.2026

Se for aprovado nesta terça-feira (14), o relatório da CPI do Crime Organizado, que pede o impeachment dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, será enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem caberá decidir se o coloca em votação em comissão especial.

O autor do parecer final, Alessandro Vieira (MDB-SE), propôs indiciamento dos membros da Corte por crime de responsabilidade, sem caracterização penal. Com isso, as denúncias não serão enviadas à PGR (Procuradoria-Geral da República), cujo chefe, Paulo Gonet, está entre os indiciados.


“O crime de responsabilidade é uma infração de caráter muito mais político. Então, ele é investigado, processado e julgado pelo Senado”, explicou Vieira ao Estadão.

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Uma vez aprovado, o que depende de votação pela maioria da CPI, prevista para as 14 horas desta terça-feira (14), Alcolumbre passaria a ter controle sobre os rumos das denúncias. Uma eventual condenação causaria o impeachment dos magistrados.


O presidente do Senado não é simpático aos trabalhos do colegiado. Foi dele a decisão de não prorrogar a comissão por mais três meses, como pleiteou o relator.

Vieira não garantiu que haja acordo para a aprovação de seu texto. A sessão em que o parecer seria lido e, depois, apreciado estava prevista para as 9h, mas foi adiada para as 14h a pedido do presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), membro da base do governo.


“Cada um será confrontado com a sua própria biografia”, disse o relator ao ser questionado sobre se há consenso.

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