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Lula deve mandar carta ou ligar para Trump para falar sobre tarifas, diz ministro da Fazenda

Segundo Durigan, diálogos com os EUA indicam que tensões seriam ‘pontuais e setoriais’, ligadas, por exemplo, ao etanol e às big techs

Agência Estado

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula planeja enviar uma carta ou ligar para Donald Trump para discutir possíveis novas tarifas sobre produtos brasileiros.
  • O Escritório do Representante Comercial dos EUA recomendou essas tarifas, mas elas ainda não foram implementadas.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, estão em diálogo com autoridades dos EUA para abordar a questão.
  • As discussões indicam que os problemas são pontuais e setoriais, e o Brasil buscará apresentar seus melhores argumentos para evitar as tarifas.

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Dario Durigan ressalta que o Brasil tem déficit comercial com os Estados Unidos Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar uma carta ou telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar da possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. As taxas foram recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA, mas ainda não entraram em vigor.

“Eu também já disse que estou à disposição para falar com o Scott Bessent [secretário do Tesouro dos EUA]”, afirmou Durigan, em entrevista à Warren Investimentos gravada na última sexta-feira (12) e divulgada nesta segunda (15).


“O Márcio Elias Rosa [ministro do Desenvolvimento] está falando com o representante de comércio dos EUA, Jameson Greer. Eles já estavam marcando a agenda”, relatou.

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O ministro reiterou que o Brasil tem déficit comercial com os Estados Unidos, o que, segundo ele, elimina argumentos econômicos para a imposição de tarifas gerais.


De acordo com o chefe da Fazenda, todos os diálogos com autoridades norte-americanas até agora indicaram que os impasses seriam setoriais, envolvendo, por exemplo, a tarifa do etanol ou o tratamento das big techs.

“Se são questões pontuais e setoriais, vamos fazer o debate pontual e setorial”, defendeu Durigan, garantindo que o Brasil levará os seus “melhores argumentos” a Washington para tentar evitar a efetivação das taxas.

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