Lula diz que entregou a Trump documento sobre o combate ao crime organizado
Segundo o presidente, texto refere-se a medidas para promover a ‘asfixia’ financeira dos esquemas criminosos
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Durante a cerimônia de lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, nesta terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou ter levado uma proposta de “asfixia financeira” contra o crime organizado para o presidente norte-americano Donald Trump.
“Nós fizemos questão de levar um documento sobre o crime organizado e entregar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira”, disse o petista. “Desde que nós tivemos o primeiro contato, eu disse ao presidente Trump que, se ele estivesse disposto a trabalhar para combater o crime organizado e o narcotráfico, o Brasil tinha expertise”, completou.
Segundo Lula, “desde o primeiro momento” foi proposta ao republicano a possibilidade de trabalhar em conjunto para combater o crime organizado nas regiões de fronteira, porém sob as ordens nacionais.
“Eu disse ao presidente Trump: ‘Se você quiser colaborar, tem espaço para vocês participarem conosco do combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e contrabando de armas nas fronteiras. Agora, vão trabalhar em consonância com aquilo que é a decisão do governo e da polícia brasileira”, pontuou o mandatário brasileiro.
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Investimento bilionário
Lançada nesta terça pelo governo federal, a iniciativa prevê um investimento bilionário para desarticular as estruturas econômicas, operacionais e territoriais que sustentam as organizações criminosas no Brasil.
O programa visa implantar padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais do país e é dividido em quatro eixos estruturantes:
- Asfixia financeira do crime organizado, para atingir fluxos ilícitos e lavagem de dinheiro;
- Fortalecimento da segurança no sistema prisional;
- Qualificação da investigação de homicídios;
- Enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.
Ao todo, serão direcionados R$ 1,06 bilhão em recursos diretos da União. Além disso, será criada uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para os estados, municípios e o Distrito Federal.
Os entes da federação que aderirem à linha podem investir em equipamentos de segurança variados, desde veículos — como viaturas, motocicletas operacionais e lanchas — a recursos de proteção individual e de comunicação.
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