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Lula sanciona lei para monitorar agressores envolvidos em violência doméstica

Projeto de Lei foi sancionado nesta quinta-feira no Palácio do Planalto e quer diminuir os casos de reincidência de violência

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Lula sancionou lei que permite monitoramento de agressores Foto: Ricardo Stuckert / PR - 23.04.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (24) a lei que permite o monitoramento eletrônico de agressores acusados de violência doméstica e familiar. A medida será adotada nos casos de medida protetiva de urgência, com monitoramento dos agressores vinculado a aplicativos que alertem as vítimas sobre a aproximação do agressor e o descumprimento das medidas protetivas.

O projeto, de autoria do deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ), teve a relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), que destacou a importância da medida.

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Sobre os projetos, Lula defendeu que a luta pelo fim da violência e discriminação de gênero não é apenas das mulheres, “mas uma luta de todos os seres humanos civilizados que compreendem a diversidade das pessoas”.

“Nem sempre a violência contra a mulher é aquela que aparece na carne, muitas vezes a alma, a questão psicológica, é muito mais profunda. Nesses três projetos de lei [sancionados nesta quinta-feira], não vamos consertar a humanidade, mas é um passo muito importante para que o Brasil prove, ao seu próprio povo, e prove, aos outros países, que se a gente tiver coragem, a gente vai conseguir construir uma sociedade em que a gente aprenda a respeitar os outros, a viver com as diferenças. Todo mundo merece ser tratado com respeito”, afirmou.

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Segundo dados da Rede de Observatórios da Segurança, por dia pelo menos 11 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil em 2024. O índice representa, ainda, um aumento de 12,4% em relação a 2023.

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Dos nove estados analisados pelo instituto, sete registraram aumento das estatísticas de violência contra a mulher em comparação a 2023: Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Apenas a Bahia e Pernambuco tiveram queda. O Amazonas, analisado em 2024, não fazia parte do monitoramento há dois anos.

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As tentativas de feminicídio e agressões físicas se destacaram entre os casos de violência, totalizando 1.454 ocorrências. Os dados apontam para 531 vítimas de feminicídio, o que representa uma mulher morta em razão do gênero a cada 17 horas.

“Do total de casos de feminicídio registrados, 75,3% dos autores são pessoas da família da vítima. Se consideramos somente cônjuges, ex-cônjuges, namorados e ex-namorados, estes totalizam 70% da autoria”, informou o relatório.

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Saiba como denunciar

Em casos de emergência, é recomendado acionar a Polícia Militar por meio do número 190.

A Central de Atendimento à Mulher registra denúncias por meio do Ligue 180 e as encaminha aos órgãos competentes. O serviço também oferece orientações, apoio psicológico e informações sobre direitos e leis. A ligação é gratuita, e o serviço funciona todos os dias da semana, 24 horas por dia.

Além disso, é possível realizar denúncias presencialmente nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher, que funcionam 24 horas por dia, todos os dias.

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