Lula sobre Trump: ‘Ele acha que a guerra já acabou; não é o real, mas ele acha’
Após encontro com Donald Trump em Washington, Lula também defendeu reforma do Conselho de Segurança da ONU com inclusão do Brasil
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as invasões dos Estados Unidos ao Irã e à Venezuela nesta quinta-feira (7), na sequência da reunião com Donald Trump. Perguntado sobre discordâncias entre os dois, o brasileiro afirmou que não deixou de expressar suas opiniões, mas não comprou briga. “Ele acha que a guerra já acabou. Não é o real, mas ele acha. Eu não vou ficar brigando com ele por causa da visão que ele tem da guerra.”
“O Trump não vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião que durou três horas comigo. O que eu fiz questão de dizer para ele é o que eu penso das coisas que eu acho que podem ser feitas. Eu acredito muito mais no diálogo do que na guerra. Eu acho que a invasão do Irã vai causar mais prejuízo do que ele está imaginando”, afirmou Lula.
Sobre a situação na Venezuela, o presidente disse que Trump acredita que tudo está resolvido. “Eu espero que esteja, porque eu lido com a Venezuela desde 2002. [...] Se ele quiser discutir comigo sobre Cuba, sobre Venezuela, sobre o que ele quiser, eu estou disposto a discutir, porque para mim é mais simples. Eu não tenho vocação belicista. A minha vocação é de diálogo. É acreditar no poder da narrativa. É acreditar no poder do convencimento. É assim que eu acho que a gente deve fazer política”, destacou
Lula ainda defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU e convocou os membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — a proporem mudanças. “O que não falta é país para ajudar a que a ONU volte a funcionar em plenitude. Se a ONU funcionasse bem, poderia acabar metade dos conflitos que você tem armado na África. Ela precisaria ter autoridade política, autoridade moral e autoridade financeira para fazer intervenção, [mas] com a ordem de quem? dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.”
“O Brasil só pode gritar”, continuou o petista. “O Brasil só pode fazer discursos como o Mauro [Vieira] fez contra a chacina da Palestina. Mas os Estados Unidos vetam, a China veta, a Rússia veta. É preciso que eles se coloquem de acordo para a gente mudar. A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro. A comunicação é outra. Foi dito com a maior tranquilidade para ele essas coisas.”
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