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Marinho diz que PEC do fim da escala 6x1 é ‘novo golpe da picanha’ de Lula

Líder da oposição diz que projeto apoiado pelo governo elevará custos, pressionará a inflação e ampliará a informalidade

Brasília|Thiago Nolasco, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rogério Marinho criticou a PEC que propõe o fim da escala 6x1, chamando-a de "golpe da picanha" de Lula.
  • Marinho argumenta que a mudança aumentaria custos empresariais, pressionando a inflação e ampliando a informalidade.
  • O senador apresentou uma PEC alternativa que permite negociação direta entre trabalhador e empregador sobre a carga horária.
  • A proposta alternativa manteria direitos constitucionais, como férias e 13º salário, mas proporcionais à carga horária contratada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Senador Rogério Marinho
Rogério Marinho apresentou PEC alternativa ao fim da escala 6x1 Reprodução/RECORD - 18.6.2026

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), fez críticas nesta quinta-feira (18) à PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e disse que a mudança defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem caráter eleitoral e pode provocar efeitos negativos sobre empresas, trabalhadores e consumidores.

Ao JR Entrevista, Marinho comparou a iniciativa ao que chamou de “golpe da picanha”, em referência às promessas feitas por Lula durante a campanha presidencial de 2022. A íntegra da entrevista vai ao ar às 23h desta quinta na RECORD News.


“O governo não está preocupado. Está preocupado em ganhar a eleição, está dizendo à população outro golpe da picanha. ‘Vocês vão trabalhar menos, vão ganhar igual e vão ter mais tempo para descansar’. Não está falando das implicações, não está falando das consequências e não está falando que, na verdade, o que ele está vendendo não é exequível, não é possível de ser colocado em prática”, pontuou Marinho.

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Na avaliação do parlamentar, reduzir a jornada mantendo os salários elevaria os custos das empresas, que acabariam repassando as despesas para os preços de produtos e serviços.


Marinho também afirmou que a mudança provocaria impactos sobre prefeituras, hospitais, condomínios e empresas prestadoras de serviços. Segundo ele, setores que hoje utilizam a escala 12x36 teriam de ampliar significativamente o quadro de funcionários para cumprir a nova carga horária.

“Você vai aumentar a precarização, vai diminuir o valor do recurso que é aportado na Previdência, vai aumentar a dívida do governo federal e vai diminuir a sua capacidade discricionária de investir em saúde e educação. Então, o governo não está falando a verdade e está tratando desiguais de forma igual”, reclamou. “Você não pode fazer mudança de jornada de escala na mesma lei. É inexequível. Isso é uma bobagem. O governo sabe que está fazendo uma bobagem.”


Marinho apresentou uma PEC alternativa para permitir que trabalhadores possam optar entre o regime tradicional da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e um novo modelo de contratação baseado em horas efetivamente trabalhadas, negociadas diretamente com o empregador.

Segundo o senador, a proposta não altera os direitos previstos na Constituição. Férias, 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), licença-maternidade e licença-paternidade continuariam garantidos, mas seriam pagos proporcionalmente à carga horária contratada.


“O que nós estamos propondo é liberdade. Liberdade de negociação, liberdade de definição da jornada, liberdade para que o trabalhador e o empregador definam. No Brasil, um trabalhador em média tem uma produtividade de US$ 17 por hora. Nos países que fizeram essa mesma ação aqui na América Latina, é de 29 a 30 [dólares por hora]”, comparou.

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