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Moraes autoriza PF a avaliar explicações do ‘X’ sobre acesso de perfis bloqueados

As explicações do X foram dadas em abril; rede social alegou que atuação de investigados foi intencional para burlar segurança

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Alexandre de Moraes pediu destaque e caso irá ao plenário físico Rosinei Coutinho/SCO/STF - 03/04.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolheu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizou que peritos da Polícia Federal façam um parecer técnico sobre as explicações dadas pelo X (antigo Twitter) após investigados pela corte terem conseguido acessar perfis na rede social que estavam bloqueados por decisão judicial. A ideia da PGR é saber a veracidade da explicação do X de que os responsáveis pelos perfis teriam utilizado uma falha técnico-operacional para acessar a plataforma mesmo após as ordens de suspensão.

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“Acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e determino o encaminhamento dos autos à Polícia Federal, para que o setor pericial competente possa examinar os esclarecimentos prestados pela plataforma “X” e avaliar sua verossimilhança. Com o retorno dos autos, encaminhem-se à Procuradoria-Geral da República, para manifestação, no prazo de 15 dias”, diz o ministro.

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As explicações do X foram dadas em abril. Segundo a rede, a atuação de usuários investigados reflete uma tentativa deliberada, intencional e persistente de burlar as medidas de segurança implementadas pelas operadoras da rede social.

Segundo a corporação, houve reativação dos perfis bloqueados na plataforma por meio da disponibilização aos usuários brasileiros de links para acompanharem transmissões ao vivo transmitidas fora do país por pessoas investigadas.

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As constatações da PF decorreram de uma falha técnico-operacional na interface de acesso à plataforma X por meio de aplicativos móveis, o que possibilitou a publicação de links para a realização de lives fora da plataforma e da utilização da ferramenta denominada “Spaces”, que possibilita a comunicação dos usuários exclusivamente por áudio, sem que tenha havido qualquer menção a essa estratégia e à utilização dessa ferramenta nas decisões que determinaram os bloqueios dos usuários no X.

A PF verificou que o X bloqueou em seus canais as postagens feitas e recebidas por pessoas que respondem na Justiça, mas autorizou o uso de sua rede, desde 8 de abril de 2024, para transmissão de conteúdo ao vivo. A manifestação foi feita em um inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a corporação, “o entendimento da estrutura criada demonstra que o papel desempenhado pelos membros dessa organização não pode ser considerado como meramente secundário ou coadjuvante, atuando apenas para induzir ou instigar a prática de infrações penais por terceiros”.

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