Moraes concede liberdade com uso de tornozeleira a ex-segurança de Bolsonaro, diz defesa
Max Guilherme foi preso em maio deste ano em operação da PF que investiga inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

A defesa de Max Guilherme, que foi segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (7) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu liberdade com o uso da tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada ao R7 pelo advogado Admar Gonzaga.
Max foi preso em maio deste ano em uma operação da Polícia Federal que investiga a atuação de um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
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Entre os presos na ação está o ex-ajudante de ordens Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid Barbosa. Além dele e de Max, foi preso o ex-assessor especial do ex-presidente, Sérgio Cordeiro.
Segundo a PF, as inserções falsas teriam ocorrido entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 e tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, ou seja, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários.
Com isso, os criminosos puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlar as restrições sanitárias vigentes impostas pelos poderes públicos (de Brasil e Estados Unidos), que visavam impedir a propagação de doença.
A apuração indica que o objetivo do grupo seria "manter coeso o elemento identitário em relação a sua pauta ideológica, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19".
As ações ocorrem dentro do inquérito policial que apura a atuação do que se convencionou chamar "milícias digitais", em tramitação no STF.
Os fatos investigados configuram em tese crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.
















