Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Moraes dá 15 dias para a PGR se manifestar sobre conclusão da PF de que Flávio caluniou Lula

PF concluiu que Flávio cometeu calúnia contra Lula ao publicar imagens que o associavam a Nicolás Maduro

Estadão Conteúdo

Brasília|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes deu 15 dias para a PGR se manifestar sobre a conclusão da PF de que Flávio Bolsonaro caluniou Lula.
  • A investigação iniciou após Flávio associar Lula a Nicolás Maduro em postagens nas redes sociais.
  • A defesa de Flávio pediu a oitiva de várias testemunhas, mas os pedidos foram indeferidos por serem considerados protelatórios.
  • A PF concluiu que Flávio imputou falsamente crimes a Lula, o que configura calúnia, com penas aumentadas por ser contra o presidente e nas redes sociais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Flávio Bolsonaro
PF diz que Flávio caluniou Lula ao citar Maduro Montagem - Adriano Machado/Reuters - 4.6.2026 e Saulo Cruz/Agência Senado - 7.10.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu 15 dias para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre a conclusão da Polícia Federal de que o senador Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão é de sexta-feira (26) e foi publicada no processo nesta segunda-feira (29).

A investigação se originou de um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontou que, em 3 de janeiro deste ano, Flávio publicou imagens que associavam o então presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, ao presidente Lula, utilizando o seguinte texto: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...”.


Em sua defesa, a defesa de Flávio apresentou uma série de requerimentos pedindo a oitiva de testemunhas. Os nomes solicitados incluíam a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, o procurador-geral dos Estados Unidos, Walter Joseph Clayton, o senador Sergio Moro, o ex-procurador Deltan Dallagnol, e o próprio presidente Lula.

Leia Mais

A defesa também queria que Flávio fosse ouvido apenas depois que as oitivas fossem realizadas. Os pedidos foram indeferidos pelo delegado em maio, com o argumento de que as diligências seriam “absolutamente inócuas” para o resultado do inquérito e teriam “caráter meramente protelatório”. Ou seja, tinham o objetivo de atrasar o processo. A defesa então recorreu ao próprio STF, mas Moraes também rejeitou o pedido.


Para a Polícia Federal, o crime de calúnia ficou configurado na postagem de Flávio.

“Temos uma situação em que o Senador afirma que o Presidente Lula será delatado, referindo-se claramente ao instituto da colaboração premiada, a qual só é possível se a pessoa a ser delatada participou do cometimento de um crime. O Senador, na sequência, enumera condutas criminosas que seriam atribuídas ao Presidente Lula, dentre elas o crime de tráfico internacional de drogas, crime pelo qual Maduro é acusado pelos EUA, não deixando dúvidas de que sua acusação é de que o Presidente Lula teria cometido, dentre outros, o crime de tráfico internacional de drogas e, por tal fato, seria delatado por Maduro”, diz.


Para a Polícia Federal, “fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro”.

O crime de calúnia prevê pena de seis meses a um ano e multa. Contudo, as penas aumentam de um terço se o crime é cometido contra o presidente da República ou contra chefe de governo estrangeiro. Além disso, se o crime é cometido ou divulgado nas redes sociais, como é o caso em discussão, aplica-se em triplo a pena.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.