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Nova lei criminaliza conteúdos sexuais de crianças e adolescentes gerados por IA

Atualização do ECA prevê penalidades para quem criar, armazenar ou consumir esse tipo de material em sites ou fóruns online

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nova lei criminaliza a simulação de participação de crianças e adolescentes em material sexual gerado por IA.
  • A legislação atualizou o ECA e pune quem cria, hospeda ou acessa esse tipo de conteúdo.
  • Agentes policiais estão autorizados a realizar rondas virtuais para coletar arquivos em ambientes digitais públicos.
  • O texto foi publicado no Diário Oficial da União e busca proteger menores de conteúdos prejudiciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O texto foi publicado na edição desta sexta-feira (7) do Diário Oifical da União Valter Campanato/Agência Brasi - Arquivo

Uma nova legislação atualizou o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e tornou crime simular a participação de crianças e adolescentes em material sexual gerado por montagem, adulteração ou deepfake, inclusive com uso de inteligência artificial. De acordo com o texto, que foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (7), serão punidos quem criar, hospedar em seu site ou fórum ou acessar o conteúdo.

Ainda conforme estabelecido na lei, agentes policiais ficam autorizados a realizar uma ronda virtual de segurança eletrônica para coleta de arquivos disponibilizados em ambientes digitais públicos, como fóruns, canais e redes sociais.

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Confira os principais pontos da lei

  • Atendimento psicológico e psicossocial: a criança ou adolescente vítima ou testemunha pode fazer acompanhamento psicológico e psicossocial contínuo e especializado;
  • Ressarcimento do tratamento: abusadores e redes de exploração sexual de menores são obrigados a cobrir integralmente os custos do tratamento da vítima, com ressarcimento ao SUS pelos serviços prestados;
  • Troca da nomenclatura: troca da expressão “pornografia infantil” por “violência sexual contra criança ou adolescente” em todos os processos penais, seguindo as Diretrizes de Luxemburgo;
  • Segurança jurídica: a lei reforça a segurança jurídica para policiais disfarçados ao expandir os crimes em que a infiltração virtual é permitida. Além disso, garante que o policial que oculta sua identidade apenas para coletar provas do crime e identificar os autores não seja penalizado;
  • Conteúdos gerados por IA: a lei criminaliza a simulação da participação de crianças em material sexual por montagem, adulteração ou deepfake, inclusive com uso de IA. Sendo assim, violência sexual passa a englobar, também, material fictício;
  • Crimes hediondos: o projeto passa a considerar crime hediondo a produção, venda, disponibilização, posse, o aliciamento e a exploração sexual. Ou seja, não torna hediondo indistintamente todo o capítulo. Isso traz o rigor da hediondez para os núcleos mais graves, preservando a proporcionalidade nas condutas de menor gravidade;
  • Organização criminosa: a pena é aumentada quando o indivíduo responsável pelo conteúdo nocivo participa de organização criminosa destinada ao cometimento dos crimes previstos no ECA;
  • Crime equiparado ao feminicídio: no Código Penal, o projeto estabelece que condenados pelos crimes de violência sexual contra criança e adolescente sofrerão os mesmos efeitos agravados de feminicídio.
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