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Número de alunos e falta de acessibilidade no DF dificultam educação inclusiva, diz pesquisa

Percepção é dos Educadores Sociais Voluntários que destacam importância de trabalho conjunto entre escola e familiares

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Pesquisa foi publicada nesta quarta Geovana Albuquerque/ Agência Brasília -

O alto número de estudantes nas salas de aula, a falta de equipe técnica e a ausência de equipamentos adequados são os principais fatores que dificultam a educação inclusiva no Distrito Federal. A avaliação é dos Educadores Sociais Voluntários, ouvidos em pesquisa feita pelo IPE-DF (Instituto de Pesquisa e Estatística) e divulgada nesta quarta-feira (26). O levantamento mostra que mais da metade dos educadores ouvidos (53,8%) relataram as dificuldades do alto número de alunos por classe, enquanto cerca de 40% se detiveram na falta de equipe e na falta de materiais adequados e com acessibilidade. Outros problemas relatados foram falta de projetos escolares com a família (26,3%), iniciativas que não pensam na inclusão (21,6%) e preconceito (18,2%).

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Em relação à atuação dos educadores, a pesquisa revela que a maioria apontou como desafio a falta de garantia de direitos trabalhistas e falta de oferta de qualificação. O Educador Social Voluntário atua sem vínculo com a Secretaria de Educação ou escolas e recebe o valor de R$ 40 por turno, para cobrir as despesas de transporte e alimentação.


A pesquisa ouviu 1.856 educadores sociais voluntários que atuaram no Distrito Federal entre 2013 e 2023. A pesquisa realizou grupos focais com os profissionais para aprofundar os aspectos identificados na pesquisa.

Trabalho conjunto

Os educadores sociais ouvidos destacaram que para a inclusão no ambiente escolar é necessário o trabalho conjunto dos profissionais, apoio da família e da comunidade e infraestrutura para atender os alunos. Eles também citaram a importância da conscientização da sociedade.


A pesquisa mostrou também que a maioria dos alunos que recebiam o suporte do educador voluntário eram crianças com autismo ou Transtorno Global de Desenvolvimento (82,2%). O alto percentual é seguido por estudantes com deficiência mental e física, sendo por último, listado as deficiências auditivas e visuais.

Avaliação dos gestores

Os gestores das unidades de ensino também foram ouvidos na pesquisa e destacaram a importância dos professores continuaram a formação na inclusão escolar, além da necessidade de aperfeiçoar a infraestrutura de acessibilidade e a disponibilização de materiais didáticos inclusivos. Outra demanda, segundo a categoria, é aumentar o quantitativo de educadores sociais e a carga horária deles.


Perfil dos educadores

Segundo a pesquisa, 83,5% dos educadores sociais são mulheres, sendo a maioria com idade entre 30 e 49 anos (53%). Além disso, 57% deles não possuíam outra ocupação, e atuavam como educador social pela experiência pessoal e oportunidade profissional.

Em relação à formação dos educadores sociais, 41,5% tem ensino superior completo, outros 22,1% possuem pós-graduação e 20,6% estão com ensino superior incompleto.


Na apresentação dos dados, o diretor presidente do IPE-DF, Manoel Barros, destacou que é uma demanda da sociedade políticas de inclusão. “Hoje a sociedade pede pela inclusão em vários aspectos. E a educação é um direito a todo cidadão. Todo mundo precisa ter acesso de forma inclusiva e democrática, com oferta das mesmas oportunidades”, disse.

Barros também destacou a importância dos educadores sociais. “Nessa engrenagem, eles complementam o trabalho do professor e do monitor no apoio ao processo pedagógico”, afirmou.

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