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Operação resgata 14 trabalhadores em condições análogas à escravidão no Distrito Federal

A ação conjunta de cinco órgãos resgatou funcionários de duas propriedades rurais de Sobradinho em condições sub-humanas

Brasília|Do R7, em Brasília


Operação contra trabalho análogo à escravidão em área rural de Sobradinho (DF)
Operação contra trabalho análogo à escravidão em área rural de Sobradinho (DF)

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) resgatou, em ação conjunta com o Ministério do Trabalho e Previdência, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Defensoria Pública da União, 14 trabalhadores rurais em condições sub-humanas e análogas à escravidão de duas propriedades de Sobradinho, no Distrito Federal.

Na operação, realizada na terça (6) e na quarta-feira (7), três homens foram presos em flagrante pelos crimes de submissão a trabalho escravo, ou a condição análoga, e tráfico de pessoas. Eles foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal.

Em ambas as propriedades, a atividade principal estava ligada à produção de horticultura e fruticultura. Segundo as investigações, os trabalhadores teriam vindo do Ceará, o que pode configurar aliciamento e tráfico de seres humanos.

Foram verificadas as péssimas condições dos alojamentos, com fios elétricos expostos, superlotação, banheiros insalubres e uma única pia — utilizada para lavar materiais agrotóxicos, em que também eram feitas a higiene pessoal e a lavagem de roupas — e falta de acesso a água potável.

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De acordo com auditores do trabalho que participaram da operação, as condições degradantes chamaram atenção. Não havia fornecimento de nenhum EPI (equipamento de proteção individual) nem instalações sanitárias adequadas. Os trabalhadores tinham que fazer suas necessidades fisiológicas no mato. Segundo os fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência, as indenizações a que os trabalhadores têm direito já devem ser pagas na próxima semana.

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A Polícia Federal informou que, nessa operação, foram empregados 22 policiais rodoviários federais, quatro auditores do trabalho, um representante do MPT, cinco representantes do MPF, um representante da Defensoria Pública da União e dois agentes da PF.

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