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PGR pede a Moraes para enviar inquérito da Abin paralela de Bolsonaro à primeira instância

Para o procurador-geral Paulo Gonet, não cabe mais ao STF a competência para analisar o caso

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PGR solicitou que o inquérito sobre a "Abin paralela" seja enviado para a primeira instância.
  • O caso envolve espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência durante o governo Bolsonaro.
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, já foram denunciados.
  • A PGR argumenta que o STF não tem mais competência para analisar o caso, pois não há mais autoridades com foro privilegiado envolvidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PGR solicitou que o inquérito sobre a 'Abin paralela' seja enviado para a primeira instância Edilson Rodrigues/Agência Senado - Arquivo

Um ano após a Polícia Federal ter concluído a investigação da existência de um esquema de espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência, que ficou conhecido como Abin paralela, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu o envio do caso para a primeira instância.

Além dos integrantes da Abin sob Bolsonaro, a Polícia Federal também havia indiciado o diretor da Abin do governo Lula, Luiz Fernando Corrêa, sob acusação de obstrução das investigações. A PGR, porém, entendeu que os fatos envolvendo sua atuação devem ser analisados na primeira instância e, por isso, não apresentou acusação formal contra ele.


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A manifestação foi apresentada ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator do processo.

Na petição, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a única autoridade com foro privilegiado que havia na investigação era o ex-presidente Jair Bolsonaro, que já foi denunciado pelos fatos envolvendo a Abin paralela no processo da trama golpista. Além dele, o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e dois outros subordinados dele no órgão também já tinham sido denunciados no mesmo caso.


Por isso, Gonet disse que não cabe mais ao STF a competência para analisar o caso e que a investigação deve prosseguir na primeira instância.

“Os fatos remanescentes, ainda não denunciados, não guardam relação imediata com a autoridade detentora de foro especial ou com sua finalidade antidemocrática, ainda que remotamente possa tê-los favorecido. As hipóteses investigativas pendentes, como se observa do indiciamento feito pela autoridade policial, concentram-se em ilícitos contra a administração pública, decorrentes da violação de deveres funcionais, que não justificam a atuação da Suprema Corte”, escreveu.

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