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Preços de alimentos: Lupion diz que isenção de impostos não traz ‘efeito imediato’ a consumidores

Presidente da Frente da Agropecuária aponta necessidade de adesão de governos estaduais e critica falta de diálogo com setor

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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O deputado Pedro Lupion (PP-PR) é o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O anúncio da isenção de impostos para alimentos da cesta básica feito pelo governo não terá efeito imediato para os consumidores. A avaliação é do deputado Pedro Lupion (PP-PR), que preside a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

Em comunicado enviado à reportagem, nesta sexta-feira (7), Lupion afirma que uma redução efetiva depende da adesão na diminuição de tributos por parte de governos estaduais. O deputado também considera que faltou diálogo com o setor nas negociações por alternativas.

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“Essas medidas apresentadas pelo governo federal não garantem efeito imediato, especialmente quando parte dessas medidas depende da adesão de governos estaduais”, diz. “A colheita da safra vai regular o mercado em dois meses, menos tempo do que as medidas anunciadas levarão para trazer impacto para os consumidores”, completa, em outro momento.

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O presidente da FPA também considera que outras ações, como a redução temporária em insumos essenciais - como trigo e óleo vegetal - e uma análise tributária ligada à produção agrícola seriam mais eficazes para a redução nos precisos.

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”Medidas como, por exemplo, redução temporária de PIS e COFINS sobre insumos essenciais, sobre o trigo, sobre óleo vegetal para baratear produtos como massas e pães, a lei da revisão de tributação sobre insumos agrícolas são muito mais eficazes e fortalecem a produção nacional, não os nossos competidores”, avalia.

A posição de Lupion vem um dia após o governo federal decidir zerar a tarifa de importação sobre alimentos, como carne, café, açúcar, milho e azeite. A medida foi indicada como uma forma de conter a inflação dos alimentos.

Além disso, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos estados que deixem de cobrar impostos sobre itens da cesta básica. A expectativa é que as alíquotas zero de importação sejam aplicadas nos próximos dias.

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