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PT, PCdoB e PV apresentam ação ao STF para derrubar dosimetria que beneficia Bolsonaro

Federação formada por PT, PCdoB e PV afirma que norma beneficia condenados do 8 de Janeiro e aponta violação a princípios constitucionais

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Federa\u00e7\u00e3o Brasil da Esperan\u00e7a (PT, PCdoB e PV) apresentou ao STF uma a\u00e7\u00e3o para declarar inconstitucional a Lei da Dosimetria, que reduz penas para condenados do 8 de Janeiro.
  • Os partidos alegam que a norma favorece interesses de grupos específicos, desvirtuando sua finalidade original.
  • A lei é contestada por violar princípios constitucionais, como a individualiza\u00e7\u00e3o da pena e a separa\u00e7\u00e3o dos poderes.
  • O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplica\u00e7\u00e3o da lei enquanto o STF avalia sua constitucionalidade, após press\u00e3o de outras a\u00e7\u00f5es semelhantes.

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Ação no STF questiona lei que diminui penas do 8 de Janeiro e favorece Bolsonaro Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil- 14.09.2025

A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (8), uma ação para tornar inconstitucional a Lei da Dosimetria, que reduz penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os partidos também pedem que a Corte determine uma medida cautelar que suspenda a redução das penas.

No documento de 76 páginas, divulgado inicialmente pelo O Globo e obtido pelo Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), os partidos afirmam que a dosimetria foi um instrumento do Congresso Nacional que buscou atender “grupos específicos”, o que configuraria um desvio de finalidade por parte do Legislativo.


“É relevante investigar se a norma impugnada efetivamente buscou promover alteração geral e abstrata da política criminal ou se foi concebida para beneficiar situação específica e destinatários determinados”, diz a ação da Federação Brasil da Esperança.

Os partidos também dizem que a dosimetria entra em choque com a Constituição por violar os seguintes princípios: da individualização da pena; da separação dos poderes; da proibição de proteção deficiente e da vedação de retrocesso; da isonomia; da proporcionalidade e da impessoalidade.


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Essa é a terceira ação direta de inconstitucionalidade (ADI) recebida pelo STF contra a dosimetria.

Outras duas, de autoria da Federação Psol-Rede e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fizeram com que o ministro Alexandre de Moraes, que foi sorteado relator, suspendesse neste sábado, 9, a aplicação da lei até que a Suprema Corte analise a constitucionalidade da medida.


A medida de Moraes ocorreu dois dias após o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, promulgar a Lei da Dosimetria. Isso ocorreu após as duas Casas do Legislativo derrubarem o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto.

Na Câmara, o placar foi de 318 votos contrários à decisão presidencial e 144 favoráveis. No Senado, o resultado foi de 49 defensores pela derrubada da medida de Lula e 24 que decidiram pela manutenção do veto.


Na ocasião, o Congresso analisou apenas uma parte do veto, pois ficou interpretado que a dosimetria em vigor, como foi aprovada, poderia anular parte da Lei Antifacção, sancionada em março por Lula. Na ação encaminhada ao STF, a federação diz que esse fatiamento extrapolou as garantias constitucionais do Legislativo e causou um “vício formal insanável”.

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