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Relatora da CPMI diz que vê 'omissão proposital' de agentes da segurança no 8 de Janeiro

Senadora Eliziane Gama (PSD-MA) disse que não apontará o nome dos envolvidos e que eles, possivelmente, serão indiciados

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília


Eliziane não tem dúvida sobre 'omissão proposital'
Eliziane não tem dúvida sobre 'omissão proposital'

A relatora da CPMI do 8 de Janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), afirmou nesta quinta-feira (31) não ter dúvida da omissão intencional de parte dos agentes da segurança durante os atos extremistas na praça dos Três Poderes. "Até o momento, eu não tenho uma definição final, mas eu acredito que, sobre omissão proposital dolosa, eu não tenho dúvida de que houve da parte de vários agentes públicos, e isso nós consignamos em nosso relatório final", disse.

Eliziane disse que não apontará o nome dos agentes que se omitiram, e que eles, possivelmente, serão indiciados ao fim das investigações. "Nós estamos lendo documentos, estamos ouvindo ainda vários depoentes. Eu não posso antecipar neste momento, como só apresentarei na reta final as pessoas que serão, de fato, indiciadas", anunciou.

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A comissão ouviu nesta quinta (31) o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Durante o depoimento, o militar disse que recebeu informações divergentes no dia dos ataques às sedes dos Três Poderes e que houve uma "má avaliação dos fatos" por parte das forças de segurança. O R7 separou os principais pontos do depoimento de G. Dias.

A convocação de Dias para a CPMI foi um dos principais pleitos da oposição, que defende a ideia de que houve omissão na segurança do Palácio do Planalto. Além de depor, o general também teve o sigilo telefônico quebrado.

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