Retrospectiva 2023: relembre o que foi notícia no Distrito Federal
Posse presidencial, 8 de janeiro, feminicídio; o R7 compilou algumas das notícias mais relevantes do ano
Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

O ano de 2023 teve um início movimentado, com posse presidencial e atos extremistas em seus primeiros dias.
O R7 levantou algumas das notícias mais relevantes do ano. Confira:
Posse presidencial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin, eleitos em outubro de 2022, tomaram posse durante cerimônia em Brasília, no dia 1º de janeiro. A celebração foi marcada por forte esquema de segurança, com agentes na entrada, no centro da praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios.
Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto com um grupo de pessoas escolhidas para representar a "diversidade do povo brasileiro" e recebeu a faixa presidencial de uma catadora de lixo. O ex-presidente Bolsonaro (PL) não participou da posse.
8 de janeiro
Em 8 de janeiro, extremistas que não aceitaram a vitória do presidente Lula invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Os edifícios foram vandalizados, móveis foram quebrados e documentos roubados. O prejuízo para os cofres públicos foi de mais de R$ 21 milhões, e 1.406 pessoas foram presas em flagrante durante os atos.
Duas comissões parlamentares de inquérito foram instauradas para apurar os atos, uma no Congresso Nacional e outra na Câmara Legislativa do DF. O relatório final da CPMI teve mais de 1.300 páginas e indiciou mais de 60 pessoas, incluindo o ex-presidente Bolsonaro. Já o relatório final da CPI da CLDF sugeriu o indiciamento de 135 pessoas. O nome do ex-ministro-chefe do GSI Gonçalves Dias foi retirado do documento.
Chacina da família
No mês de janeiro, aconteceu a maior chacina da história do DF. Dez pessoas da mesma família foram assassinadas. O caso começou a ser investigado depois que um carro carbonizado com quatro corpos foi encontrado, em Cristalina (GO). Eles foram as primeiras vítimas de um plano criminoso motivado pelo interesse em um terreno avaliado em R$ 2 milhões em um condomínio do Paranoá.
Cinco pessoas foram presas por arquitetarem os crimes e continuam presas por latrocínio, corrupção de menores, extorsão mediante sequestro, homicídio por motivo torpe e ocultação de cadáver. As penas somadas passam dos 340 anos de prisão.
Feminicídio e violência contra a mulher
O ano de 2023 foi o que teve mais registros de feminicídio desde que o crime foi tipificado, em 2015, com 34 registros no Distrito Federal. O primeiro feminicídio do ano foi ainda no dia 1º de janeiro. Fernanda Letícia da Silva morreu asfixiada pelo namorado, em Ceilândia. Maxwel Lucas Rômulo Pereira de Oliveira se entregou no dia seguinte.
Um dos casos mais marcantes foi o assassinato de Valderia da Silva, policial civil da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Ela foi morta a facadas pelo ex-companheiro, em agosto. Leandro Peres Ferreira, suspeito de tê-la matado, foi morto na madrugada em 14 de agosto, em Porangatu (GO), durante uma troca de tiros com a Polícia Militar de Goiás. Segundo o 3º Batalhão da corporação, o homem, que estava foragido, teria reagido à abordagem dos policiais.
Em junho, uma menina de 12 anos foi sequestrada perto de uma escola no Jardim Ingá, no Entorno do DF. Ela foi dopada, colocada dentro de uma mala e levada por Daniel Moraes Bittar, de 42 anos, até o apartamento dele, na Asa Norte. A criança foi resgatada algemada e amarrada à cama de Bittar. O plano do analista de TI era sair de férias do trabalho e abusar da menina por dias. Ele continua preso.
Acidentes de ônibus
Em outubro, um ônibus clandestino de viagem que saiu do Maranhão tombou na BR-070. Cinco pessoas morreram e 18 ficaram feridas. O ônibus foi parado em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que verificaram que o veículo não tinha autorização para rodar. Ele foi liberado sob escolta de uma viatura da agência para ir até a rodoviária de Taguatinga (DF), de modo que os passageiros pudessem desembarcar, mas o motorista tentou fugir e causou o acidente.
No mês seguinte, em novembro, um trem de carga bateu em um ônibus no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), região administrativa do DF. Uma mulher de 37 anos morreu no acidente. O ônibus atravessava a linha do trem no momento da batida. O motorista afirmou, em depoimento à polícia, que o veículo era “velho” e que “não teve força para arrancar”. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diz que, segundo as imagens, é possível observar que o ônibus avançou a linha sem prestar atenção na sinalização e nos avisos de emergência.















