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STF julga nesta semana sequestro de crianças e Lei de Abuso de Autoridade

Também está em pauta o processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Uma das ações refere-se a crimes contra a honra quando cometidos contra servidores públicos Gustavo Moreno/STF - 12.06.2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta semana regras da Convenção de Haia sobre sequestro infantil, ações sobre abuso de autoridade e o processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Na quarta-feira (13), o STF volta a analisar uma ação que questiona regras da Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças.

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O tratado é fruto de uma negociação entre diversos países e tem por finalidade facilitar o retorno de crianças retiradas ilegalmente de seu país de origem.

O documento estabelece procedimentos para assegurar o retorno imediato de crianças e adolescentes menores de 16 anos transferidos ilicitamente para um dos países que assinam o documento ou retidos neles de forma indevida.

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Abuso de autoridade

No mesmo dia, foram pautadas diversas ações que questionam trechos de normas que preveem crimes de abuso de autoridade praticados por funcionários públicos.

Uma das ações a ser analisada pelos ministros foi apresentada pelo PP e questiona um artigo do Código Penal que aumenta a pena para crimes contra a honra (como calúnia, difamação e injúria) quando cometidos contra servidores públicos no exercício de suas funções.

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O partido quer saber se essa regra está conforme a Constituição.

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O Supremo também vai julgar outros cinco processos sobre o assunto. As ações questionam trechos da Lei 13.869/2019, que define os crimes de abuso de autoridade cometidos por agentes públicos.

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Carla Zambelli

O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), devolveu para julgamento o processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A Corte marcou o julgamento para a sexta-feira (15) no plenário virtual.

Nesta modalidade de plenário, os ministros registram seus votos no sistema eletrônico do STF, sem discussão. Se algum membro da Corte pedir destaque, o julgamento é transferido ao plenário físico.

O julgamento ocorrerá até 22 de agosto. Em março o ministro Nunes Marques havia pedido vista. Mesmo após a solicitação, o ministro Cristiano Zanin antecipou o voto e seguiu a avaliação do relator do caso, Gilmar Mendes, que votou a favor da condenação, da perda do mandato da parlamentar, revogação de sua autorização para porte de armas e entrega da arma apreendida ao Comando do Exército.

Os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino também acompanharam o relator.

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