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Tribunal militar nega pedido de Bolsonaro e mantém ministro em processo sobre patente

O julgamento manteve a posição da presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Superior Tribunal Militar (STM) negou, por unanimidade, o recurso da defesa de Jair Bolsonaro para afastar o ministro Joseli Parente do processo que pode resultar na perda de sua patente de capitão reformado do Exército.
  • A defesa de Bolsonaro argumenta que o ministro Parente não seria neutro, devido a declarações dadas em 2023, mas o tribunal considerou que não há base legal para o afastamento.
  • O julgamento do processo que pode resultar na expulsão de Bolsonaro e outros militares do Exército foi adiado para após as eleições, com base na condenação pelo STF relacionada à tentativa de golpe de Estado.
  • Bolsonaro recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão, e a defesa solicitou ao STM a rejeição da ação, alegando falta de base jurídica para sua continuidade.

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A defesa do ex-presidente argumenta que o tenente-brigadeiro não teria a neutralidade necessária Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

Por unanimidade, o STM (Superior Tribunal Militar) negou um recurso da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para afastar o ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente do julgamento que pode fazer com que o ex-presidente perca a patente de capitão reformado do Exército.

O julgamento manteve a posição da presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha. Em março, ela já havia negado o pedido de suspeição apresentado pela defesa de Bolsonaro contra Parente, arquivando a tentativa de retirá-lo do caso.


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A defesa do ex-presidente argumenta que o tenente-brigadeiro não teria a neutralidade necessária para relatar ou votar no processo, solicitando o seu impedimento pelo fato de o ministro, em entrevistas dadas em 2023, ter defendido a punição a militares envolvidos nos atos golpistas do 8 de Janeiro.

O entendimento pacificado no tribunal é de que os argumentos da defesa não possuem amparo legal ou técnico para justificar o afastamento do magistrado.


Caso

O STM deve deixar para depois das eleições o julgamento do processo que pede a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros militares do Exército. O julgamento tem como base a condenação pela trama golpista definida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Se condenado neste processo, Bolsonaro perderá formalmente o posto de capitão e as prerrogativas associadas à patente militar.


Além de Bolsonaro, serão julgados pela Justiça Militar os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

Bolsonaro recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo a Constituição, oficiais das Forças Armadas condenados pela Justiça comum a mais de dois anos de prisão podem perder o posto e a patente.


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao STM a rejeição da ação, alegando inexistência de base jurídica para continuidade do processo.

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