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Tarifaço: governo lança nesta semana plano de contingência para ajudar empresários

Expectativa é de que medidas sejam anunciadas nesta terça-feira (12), segundo previsão do vice-presidente, Geraldo Alckmin

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal anunciará um plano de contingência para empresários afetados pelo tarifaço de 50% dos EUA.
  • O plano será apresentado na terça-feira (12) e visa proteger empregos e apoiar setores afetados.
  • As medidas incluem a compra de alimentos perecíveis e auxílio financeiro similar ao da pandemia.
  • Cerca de 35,9% das exportações brasileiras para os EUA serão impactadas pela nova tarifa, mas alguns produtos foram excluídos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula dará a palavra final sobre plano de contigência Ricardo Stuckert / PR - 5.08.2025

O governo federal deve divulgar nesta semana o plano de contingência para proteger os setores afetados pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. As propostas do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com outras pastas da Esplanada, foram finalizadas na última quarta (6) e apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, a expectativa é de que o plano seja apresentado já nesta terça-feira (12). Alckmin é quem lidera as negociações com os Estados Unidos e quem ouve as principais demandas dos setores brasileiros que serão afetados.

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O vice-presidente, em declarações públicas ao longo dos últimos dias, reforçou que o principal objetivo do plano é manter os empregos dos trabalhadores.

Até o momento, algumas hipóteses são avaliadas pelo governo: a compra de alimentos perecíveis que seriam exportados para escolas da rede pública, além de algum tipo de auxílio como o que foi aplicado durante a pandemia do Sars-CoV-2, em 2020.

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Na semana passada, Alcm explicou que será estabelecida uma análise setorial, considerando a dependência do mercado externo por parte de alguns segmentos. Ele citou o caso do Ceará, que possui um alto nível de exportação para o país norte-americano, principalmente no mercado de pescados.

Ainda de acordo com Alckmin, o principal objetivo agora é reduzir as alíquotas e excluir o máximo possível do tarifaço. Paralelamente, será implementado um plano de contingência para apoiar os setores mais afetados pelas exportações para os Estados Unidos.

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“Mais da metade das exportações brasileiras foram excluídas, sendo que 45% estão fora da ordem executiva, em torno de 18% estão na seção 2-3-2, igual a nossa alíquota e ao mundo. Isso não perde a competitividade. Mas em torno do 37% a 38% — aí fica 10% mais 40%—, é um nível de alíquota altíssima”, analisou.

Negociação

Apesar do início do tarifaço, o Brasil segue tentando diálogo com os EUA. De acordo com Alckmin, a intenção é mostrar que a medida do presidente Donald Trump é um “perde-perde”.

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“É uma coisa ruim também para os Estados Unidos, que vão encarecer os produtos americanos, romper cadeias produtivas. Se você pegar o caso do aço, nós somos o terceiro importador do carvão siderúrgico. Fazemos o aço semiplano e vendemos para os Estados Unidos, que fazem o automóvel, a máquina, o equipamento, o avião. Então, você tem uma cadeia que acaba sendo encarecida”, constata.

Na última quinta-feira, o vice-presidente se reuniu com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. No encontro, segundo Alckmin, foi exposta a possibilidade de negociar temas como data center, big techs e minerais estratégicos.

Tarifaço em vigor

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros começou a valer na última quarta-feira (6), conforme determinado por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. A Casa Branca justificou a medida afirmando que o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia americana — alegação contestada por autoridades brasileiras.

De acordo com o vice-presidente, cerca de 35,9% das exportações brasileiras aos EUA serão atingidas pela nova taxa. Ainda assim, uma série de produtos foi excluída do tarifaço, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

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