SP e SC concentram até 52% das exportações afetadas por tarifaço dos EUA
No último dia 15, o governo dos Estados Unidos confirmou a decisão de taxar ao menos 4.000 produtos exportados pelo Brasil
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

São Paulo e Santa Catarina serão os estados mais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Dos US$ 7 bilhões impactados da exportação brasileira, US$ 3 bilhões concentram-se apenas na região paulista, o que representa mais de 20% dos itens enviados ao país norte-americano. No caso de SC, o índice sobe para 68%. Juntos, os dois estados respondem por 52% do impacto total.
Os dados foram apresentados pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) nesta sexta-feira (17).
No último dia 15, o governo dos Estados Unidos confirmou a decisão de taxar ao menos 4.000 produtos exportados pelo Brasil com tarifas que, somadas, podem chegar a 37,5%. A medida foi aplicada sob a justificativa de supostas práticas desleais do país em questões como comércio digital, trabalho forçado e desmatamento ilegal.
📝Os produtos brasileiros serão afetados por duas tarifas diferentes. A primeira, de 25%, está relacionada a supostas práticas desleais, envolvendo o Pix, acesso a mercado e barreiras regulatórias. A outra, de 12,5%, foi proposta por causa de uma suposta falha do governo brasileiro no combate ao trabalho forçado.
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Plano de diversificação
Diante da decisão, a agência informou que lançará um plano de diversificação para empresas que exportam para os EUA nas primeiras semanas de agosto.
Segundo o presidente da Apex, Laudemir André Müller, o caminho de diversificação das companhias já foi iniciado no ano passado, pouco depois do primeiro tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. Das 2,4 mil empresas que exportam para o mercado norte-americano, 72% acrescentaram um novo destino de exportação entre junho de 2025 e maio deste ano.
Apesar do impacto nas empresas brasileiras, Müller afirmou que alguns setores dos próprios Estados Unidos também serão afetados pelo tarifaço, como é o caso do granito, usado principalmente na construção de casas.
“Então, agora, 36% do total da importação de granito passa a ter uma tarifa de 25% a mais. É evidente que nenhuma empresa que trabalha com granito nos EUA está feliz com isso. É evidente que quem compra casa nos EUA também vai ter um impacto”, disse.
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