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Mercado europeu de automóveis deve crescer em 2015 e receber maior volume de veículos chineses

Segundo associação das montadora, indústria europeia deve fechar 2014 com avanço de 6%

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Carlos Ghosn, CEO da Renault-Nissan
Carlos Ghosn, CEO da Renault-Nissan

O presidente da Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA), Carlos Ghosn, também presidente da Aliança Renault-Nissan, afirmou neste sábado (25), na China, que "espera que o mercado europeu continue crescendo em 2015 após a recuperação de 2014, mas em um ritmo menor, e que os veículos chineses entrem nesse mercado". Ghosn se encontrou com a imprensa durante a 12ª edição do Fórum Anual da Indústria do Automóvel, organizado pela Escola Internacional de Negócios China-Europa de Xangai.

— Por enquanto, o mercado europeu cresceu 6%, o que é uma boa notícia, porque esta é a primeira vez que o mercado europeu está crescendo desde o colapso do sistema financeiro.

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As vendas de veículos na Europa, segundo os números da própria ACEA, cresceram 5,8% nos primeiros nove meses de 2014, com 9,9 milhões de unidades entre janeiro e setembro. Entre as marcas europeias, a Renault é a que mais avançou nesse período (10,6%, com 650 mil unidades). Mas Goshn se mostrou cauteloso com este ritmo de crescimento, que acredita que será menor em 2015.

— Estes quase 6% representam que uma recuperação, uma vez que continuamos abaixo do que era o setor em 2007. Esperamos que em 2015 esta recuperação continue, embora não preveja outro aumento de 6%, acho que o crescimento será provavelmente mais moderado, acompanhando com o crescimento do PIB (europeu). Mesmo assim, a indústria está otimista de que 2015 será um ano de avanços.

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Carros chineses vão chegar com mais força

Ghosn falou sobre as possibilidades de sucesso que os carros fabricados na China podem chegar a ter no mercado europeu. Ainda são muito poucos os fabricantes chineses (como Qoros, que obteve excelentes resultados nos testes de choque EuroNCAP) com tecnologia à altura das estritas exigências de segurança e de emissões do mercado europeu, mas Ghosn confessou que é "questão de tempo" que as marcas chinesas concorram na UE.

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— No setor do automóvel há um monte de mudanças: há recém-chegados, novas marcas, novos produtos e conceitos, tudo está mudando todo o tempo. Acho que as marcas chinesas na Europa, e não só aqui, mas particularmente na Europa, têm uma oportunidade de concorrer desde que se encaixem às necessidades do consumidor europeu. Estamos dependendo do desenvolvimento de seus produtos, e do desenvolvimento da estratégia dos fabricantes.

O executivo concluiu que a possibilidade de acabar aparecendo uma ou várias marcas chinesas capazes de concorrer na Europa e no mundo todo "não é percebida com surpresa". Para Ghosn, é algo que vai acontecer, é apenas questão de quão rápido e quão bem-sucedido isso se dará.

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