Todos os carros da JAC serão flex até o fim deste ano
Sergio Habib, presidente da filial brasileira, vê chance de crescer com tecnologia bicombustível
Carros|Diogo de Oliveira, do R7



Na JAC Motors, o futuro no Brasil tem quatro letras e se chama "flex". Nesta segunda-feira (7), o empresário Sergio Habib, presidente da montadora chinesa no País, afirmou que a saída para a JAC voltar a crescer nas vendas é a oferta de motores bicombustíveis.
— Não importa se o dono vai usar gasolina ou etanol. Ser flex virou obrigatório, o brasileiro exige isso.
Pessimista com o mercado em 2014, Habib antecipou que, até julho, o subcompacto J2 e a minivan J6 receberão motores com a assinatura Jet Flex — o prefixo é sigla de "JAC Engine Technologies".
No segundo semestre, será a vez do SUV compacto T6 chegar às lojas brasileiras, já com motor bicombustível. Este estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de outubro, para pegar Ford EcoSport, Renault Duster e cia.
Motor 1.0 três cilindros
Como de costume, Habib também antecipou novidades futuras que envolvem a fábrica de Camaçari (Bahia), ainda em construção. Segundo o executivo, o compacto inédito que será produzido na unidade baiana terá motor 1.0 flex de três cilindros, tendência entre os motores "mil" do mercado brasileiro.
— Todo mundo está fazendo downsizing, é irreversível e não podemos ficar de fora.
Habib se referiu à tendência de se reduzir o tamanho dos blocos (daí os três cilindros) e aumentar a potência e o torque com a inclusão de tecnologias modernas — como comando variável de válvulas e turbocompressor.
Outra tecnologia importante que estará no JAC brasileiro é o câmbio automático CVT (continuamente variável). O chefe da filial brasileira diz que a escolha se deve ao fato de que transmissões deste tipo são mais econômicas.
Confiança "quebrada"
Para Sergio Habib, o que mais preocupa no mercado brasileiro é a queda de confiança do consumidor no futuro.
— Em 2005, o mercado cresceu pouco, mas a confiança de que o País avançaria nos anos seguintes alimentou a arrancada que tivemos. Agora, o cenário é oposto. A confiança no futuro está abalada e isso reflete diretamente nas vendas. Se o cara tem grana para comprar um bem durável, como o automóvel, ele segura porque não sabe como estará sua vida daqui a um ano.
Habib também vê o calendário — feriados somados ao período da Copa do Mundo — como fatores que devem contribuir para um ano sem crescimento nas vendas.
— O mercado só deve voltar a se aquecer depois da Copa do Mundo, mas não vai deslanchar. Acredito que teremos empate ou recuo de até 3% nas vendas totais este ano.
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