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Eleições 2014

“Alguns querem punir a população”, diz Alckmin sobre racionamento de água

Governador evitou responder críticas de adversários políticos

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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Governador participou de evento da Segurança Pública nesta terça
Governador participou de evento da Segurança Pública nesta terça

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender nesta terça-feira (12) as medidas adotadas pelo Estado contra a crise d’água. “Alguns querem punir a população”, disse o tucano, em referência às críticas de que já deveria ter sido adotado racionamento para que a situação não se agrave. Ele evitou ataques diretos aos adversários, que têm usado o tema nos discursos de campanha.

— Nós estamos trabalhando e mesmo em uma seca que é a maior do último século, e não é só aqui. Nós estamos garantindo o abastecimento para 22 milhões de pessoas em São Paulo, a 700 m de altitude. As grandes cidades do mundo estão à beira-mar. Nós estamos no Planalto de Piratininga. É um esforço que está sendo feito e a população ajudando. Alguns querem punir a população. Nós queremos que a população participe. A população deu uma grande demonstração de participação.


Na semana passada, Alckmin justificou que a Sabesp não deve adotar rodízio por uma questão “técnica e social”. Os adversários dele dizem que muitos consumidores já vivem racionamento e o criticam por não assumir que ele já existe. Moradores de diversos bairros relatam, desde o começo do ano, cortes no fornecimento de água durante a noite.

Alexandre Padilha (PT) afirmou que o governador é insensível à falta de água. Para o petista, Alckmin vive no “mundo da propaganda” e negar o racionamento é uma ação eleitoreira.


— Eleitoral é o que ele está fazendo de matar o sistema Cantareira para a reeleição.

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Segurança

Cumprindo agenda de governo, Alckmin esteve na manhã desta terça-feira no CICCR (Centro Integrado de Comando e Controle Regional), na Luz. Ele assistiu a uma apresentação sobre a nova fase do Detecta — sistema de inteligência policial importado de Nova York (EUA). Agora, as polícias vão ter, de forma integrada, acesso a diversos bancos de dados (190, Bombeiros, câmeras de vigilância) em uma única plataforma. 


O sistema é uma das principais apostas do governo, e também bandeira de campanha de Alckmin, para diminuir os índices de criminalidade no Estado, principalmente de roubos e furtos. Por 13 meses seguidos, SP registrou alta no número de assaltos. 

Alckmin assinou um decreto nesta terça-feira para que os órgãos públicos integrem seus bancos de dados e câmeras ao Detecta.

— Nosso compromisso é tecnologia, é a inteligência a serviço da segurança. O decreto assinado determina que os órgãos do governo já entrem no sistema, todas as câmeras de vídeo, todos os bancos de dados e autoriza convênios, com prefeitura, governo federal e com a iniciativa privada. Nós poderemos ter milhares de câmeras de vídeo integradas no sistema inteligente, com alarmes fazendo um trabalho de prevenção e prisão dos criminosos.

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