Após Justiça suspender propaganda de Skaf, Alckmin diz que adversário enganou a população
Governador ganhou direito de resposta; vídeo o acusa de manipular boletins de ocorrência
São Paulo|Fenando Mellis, do R7

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), comentou a decisão judicial que tirou do ar uma propaganda do principal adversário dele, Paulo Skaf (PMDB) e também garantiu direito de resposta. Após visita a uma escola em Santos, na manhã desta quarta-feira (3), o tucano voltou a alfinetar o concorrente.
— Decisão corretíssima [da Justiça], um absurdo verdadeiro [a propaganda]. Vai ser explicitado amanhã na televisão a mentira que foi colocada na televisão, enganando as pessoas e fazendo uma grande injustiça. Aguarde, que amanhã vai ser exercido direito de resposta.
No vídeo, uma personagem ouvida pela campanha de Skaf acusa o governador e o secretário da Segurança Pública de manipularem o boletim de ocorrência da morte do irmão dela para que a família não tivesse direito ao seguro. A juíza Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi considerou que a propaganda é “ofensiva e sabidamente inverídica”. A liminar concedida permite direito de resposta de um minuto a Alckmin no bloco noturno de televisão.
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Na última pesquisa Ibope, divulgada ontem, o tucano aparece com 47% das intenções de voto. Na semana passada, ele tinha 50%. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. Skaf subiu de 20% para 23%. Alckmin negou que a leve queda dele e o crescimento de Skaf tenham relação com a troca de farpas entre os dois.
— Primeiro, estou muito satisfeito, porque 47% é quase 60% dos votos válidos. Segundo, é humildade e trabalho. Faltam 30 e poucos dias [para as eleições]... É fazer um bom trabalho. Eu faço campanha na hora do almoço e à noite.
Assim como já havia feito na segunda-feira (1º), o governador voltou a criticar as alianças do adversário.
— O coordenador-geral, o representante da candidatura do Skaf é o ex-governador [Luiz Antônio] Fleury [Filho]. Nós sabemos como nós encontramos o governo do Estado, com obras paradas para todo lado, o Estado praticamente quebrado. Em janeiro de 1995, o governo não tinha dinheiro para pagar salário para os funcionários, a polícia não tinha gasolina, o policial não tinha colete à prova de bala, não tinha carro. Uma situação dramática. Que novo é esse com Maluf, Kassab e Fleury? Ora, não é possível.
Promessa
Cumprindo agenda oficial, acompanhado do secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, e do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, Alckmin visitou uma escola na orla, que tem turmas em tempo integral. Ele prometeu, caso reeleito, continuar trabalhando para que os alunos tenham aula em dois períodos na rede pública do Estado.
— Nosso objetivo, para o futuro, é esse padrão: ensino público gratuito, inclusivo, de qualidade e de tempo integral. Nós temos 475 escolas. Nossa meta é chegar a 1.000 escolas. As Etecs [Escolas Técnicas Estaduais], hoje, 35% das vagas já são em tempo integral. Ano que vem já serão 50% e em quatro anos nós queremos as 217 Etecs, também todas em tempo integral. E o Vence, que o aluno estuda no ensino médio nosso e faz o técnico na rede privada, o governo paga. Nós já estamos chegando a 85 mil alunos e a meta é chegar a 120 mil alunos no Vence.
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