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Eleições 2014

Skaf se solidariza com crise da água em SP e diz estar “à disposição do governador para ajudar”

Candidato ao governo prometeu aula em tempo integral no Ensino Fundamental

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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Skaf participou de sabatina no jornal O Estado de S. Paulo
Skaf participou de sabatina no jornal O Estado de S. Paulo

Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo, afirmou na tarde desta sexta-feira (8), durante sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, que não se pode mais usar a crise hídrica no Estado como questão eleitoreira. Segundo ele, “o governo errou”, mas é preciso colaboração de toda a sociedade.

— O que eu vou fazer agora é me colocar à disposição do governador para ajudar no que for necessário. É hora de união da sociedade. [...] Não é hora agora de brincar com esse assunto da água e nem usar por questão eleitoreira.


Skaf foi aplaudido por integrantes do partido que assistiam à entrevista na plateia. Antes de se solidarizar com a situação, o candidato disse que o governo deveria ter acelerado planos como o da macrometrópole e a construção do sistema São Lourenço — que vai captar água na região de Juquitiba.

Nesta semana, o petista Alexandre Padilha disse que o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), é insensível ao dizer que não existe racionamento no Estado.


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A última pesquisa eleitoral no Estado, em 30 de julho, apontou Skaf com 11% das intenções de voto, atrás de Alckmin (50%) e à frente de Padilha (5%), de acordo com o Ibope.


Educação

O candidato prometeu aulas em tempo integral para os alunos do Ensino Fundamental, caso seja eleito. Segundo ele, a implantação total levaria nove anos, começando em 2016. A cada ano, uma nova série passaria ao novo regime de horário. Skaf também quer acabar com a progressão continuada.


— É gravíssimo você ter mais de 4 milhões de jovens estudando na escola do Estado e passando de ano sem aprender, comprometendo o futuro de toda uma geração.

Ele também quer que alunos do Ensino Médio possam conciliar as aulas com cursos técnicos nas Etecs (Escolas Técnicas Estaduais). Skaf usou como exemplo o Sesi (Serviço Social da Indústria) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), dos quais também é presidente licenciado.

Além disso, o candidato propôs passe livre aos estudantes, mas não disse quanto isso custaria aos cofres públicos. Segundo ele, seria uma maneira de incentivar os alunos a irem à escola.

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Impostos e orçamento

O candidato, que é presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), destacou que durante a gestão dele à frente da entidade encabeçou campanhas como o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a ação judicial que barrou o aumento do IPTU na capital paulista, a redução do preço das contas de energia elétrica e a retirada de impostos federais dos itens da cesta básica.

— Eu não vou aumentar e defender, como governador, nenhum aumento de imposto. Eu vou buscar eficiência na gestão, redução de gastos, vou buscar melhores resultados.

Skaf defendeu as PPPs (parcerias público-privadas) e concessões como mecanismos para obras de infraestrutura. Segundo ele, isso aliviaria o orçamento e permitiria mais investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública.

Segurança pública

Paulo Skaf prometeu uma corregedoria das polícias ligada ao gabinete do governador, para acompanhar de perto as apurações de irregularidades envolvendo os agentes. O candidato também propôs PPPs para construir presídios no Estado.

Um dos integrantes da campanha do PMDB é o ex-secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, que deixou o cargo em 2012 e foi criticado por integrantes da Polícia Civil por ter dado preferência aos investimentos na PM. Questionado se a presença dele no plano de governo poderia trazer alguma inovação, Skaf respondeu:

— Você quando tem uma equipe de 20 pessoas fazendo um plano de governo, você não “fulaniza” em cima de um. A experiência dele [Ferreira Pinto] pode contribuir em muitas coisas, sim. O responsável pela segurança pública no Estado não é secretário, não é Polícia Militar, não é Polícia Civil, não é Polícia Técnico-Científica. O responsável pela segurança pública no Estado é o governador. 

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