Campanha de Lula leva a observadores internacionais reclamações contra Meta
Presidente tem travado disputa judicial contra a empresa por suposta parcialidade a favor de Flávio Bolsonaro
2026|Do R7
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou a observadores internacionais reclamações sobre suposta interferência da Meta no processo eleitoral brasileiro. Lula tem travado uma grande disputa na Justiça contra a empresa norte-americana por um suposto favorecimento de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Nesta quinta-feira (15), o presidente do PT, Edinho Silva, reuniu-se com observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia, da União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), entre outras missões de observação eleitoral que acompanham as eleições deste ano no Brasil.
A campanha de Lula aponta “tratamentos assimétricos e supostas falhas técnicas em ferramentas” da Meta durante as eleições. Aos especialistas estrangeiros, a campanha relatou casos de restrição temporária para veiculação de anúncios e impulsionamento de conteúdos; desequilíbrio de engajamento e alcance de publicações; e tratamento diferenciado pela ferramenta de inteligência artificial.
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A alegação da candidatura de Lula é que os casos desequilibraram as eleições em favor de Flávio Bolsonaro e comprometem a integridade do processo eleitoral. Os apontamentos serão formalizados e entregues aos observadores internacionais, que devem seguir acompanhando o caso até o fim das eleições.
Disputa entre Lula e Meta
Há algumas semanas, a campanha do presidente Lula vem travando uma batalha judicial contra a Meta. O candidato à reeleição já enviou reclamações ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre uma página de anúncios que foi desabilitada pela plataforma; sobre suposta restrição seletiva de conteúdos; sobre diferenças no alcance de perfis de apoiadores e de críticos do governo; e sobre falhas na ferramenta de IA.
Na noite desta quinta-feira (15), após a reunião com os observadores, o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bõas Cueva, acatou um pedido da campanha e determinou que a Meta trate Lula e Flávio Bolsonaro de forma igualitária, sob pena de multa de R$ 500 mil.
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