Impacto da IA nas eleições pode estar sendo superestimado, dizem especialistas
Estudo revelou que outros fatores sociais, culturais e econômicos podem ser mais decisivos para os eleitores
2026|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Com o início das campanhas eleitorais, o uso da inteligência artificial nas propagandas voltou ao centro do debate. Os especialistas temem a distribuição massiva de notícias falsas e distorção de informações com o uso das chamadas ‘deepfakes’, que imitam vozes e rostos de pessoas reais.
Na contramão disso, um pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, declarou que esse temor da influência da IA sobre os eleitores pode ser exagerado. Um artigo publicado por Felix Simon e outros pesquisadores analisou eleições realizadas entre 2023 e 2024 e revelou que outros fatores sociais, culturais e econômicos podem ser mais decisivos para os eleitores definirem seus candidatos do que vídeos de IA, que acabam servindo para reforçar escolhas políticas e opiniões já formadas.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (20), João Victor Archegas, professor de direito, especialista em tecnologia e mestre por Harvard, avalia que o impacto da inteligência artificial na formação de vontade dos eleitores é “muito difícil” de ser medido.
“O que esse estudo argumenta que faz sentido é que nós temos uma janela de atenção hoje muito limitada. A gente divide nossa atenção entre várias fontes de informação e o nosso tempo também é limitado. Então, querendo ou não, todo mundo está sendo exposto a conteúdos de múltiplas fontes, dentre eles conteúdos de inteligência artificial que acabam em algum momento sendo diluídos ali dentro da enxurrada de informações que a gente encontra nas redes sociais, o que faz com que o impacto no resultado das eleições também diminua consideravelmente”, explica.
Segundo Archegas, existe uma dificuldade muito grande em relação a como trazer mais transparência para conteúdos gerados por IA e se essa transparência é, de fato, suficiente para evitar os resultados mais negativos desse tipo de tecnologia.
“No caso do Brasil especificamente, a gente tem avançado muito também em discussões sobre regulação da inteligência artificial no contexto eleitoral. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já tem uma série de regulações sobre isso que obrigam, por exemplo, os candidatos e as candidatas a dizerem se usaram inteligência artificial numa peça de campanha”, destaca o especialista.
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