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Mendonça diz que Flávio e Lula podem abrir sigilos por conta própria, sem autorização do TSE

Ministro afirma que cabe aos próprios candidatos decidir quais dados tornar públicos e ressalta que divulgação não substitui investigações

2026|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro André Mendonça afirma que Flávio Bolsonaro e Lula podem divulgar seus dados bancários, fiscais e telefônicos sem autorização judicial.
  • Mendonça destaca que a decisão de divulgar informações é dos próprios candidatos e cabe ao eleitor avaliar essa escolha.
  • Segundo o ministro, a divulgação voluntária de dados não substitui investigações oficiais sobre possíveis irregularidades.
  • Mendonça alerta que recursos ilícitos podem circular por terceiros, não sendo esclarecidos apenas pela abertura de dados pessoais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazilian presidential candidates Flavio Bolsonaro and Luiz Inacio Lula da Silva take part in a presidential debate, ahead of the runoff presidential election, in Sao Paulo, Brazil, October 18, 2026. REUTERS/Jean Carniel
Equipes de Flávio e Lula tinham fechado acordo para autorizar quebra de sigilos Jean Carniel/Reuters - 18.10.2026

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) André Mendonça afirmou nesta quinta-feira (22) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos à Presidência da República, podem divulgar os próprios dados bancários, fiscais e telefônicos sem necessidade de autorização judicial.

A decisão foi tomada após os dois apresentarem um acordo para a abertura recíproca dos sigilos. Relator do caso, Mendonça entendeu que os sigilos são uma proteção dos próprios titulares, que podem abrir mão deles voluntariamente.

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Segundo o ministro, “para isso, não é necessária decisão judicial”. “Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”, frisou Mendonça.

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Em decisão publicada nesta quinta, o ministro destacou que os dados bancários, as declarações de Imposto de Renda e os registros telefônicos podem ser consultados pelos próprios titulares nos aplicativos das instituições financeiras, nos sistemas da Receita Federal e nas operadoras de telefonia.

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De acordo com Mendonça, “os sigilos bancário, fiscal e telefônico existem para proteger o próprio titular, que deles pode abrir mão quando quiser”.

O ministro acrescentou que, segundo a lei que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras, “não há violação ao dever de sigilo para ‘a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados’”.

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Divulgação não substitui investigações

O ministro, porém, fez uma ressalva sobre o alcance da medida. Segundo ele, a divulgação voluntária de extratos e informações pessoais não substitui investigações oficiais sobre eventuais irregularidades.

Mendonça ponderou que recursos de origem ilícita, como os relacionados a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, podem circular por meio de terceiros, os chamados “laranjas”, sem passar diretamente pelas contas dos beneficiários.

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Dessa forma, para ele, a abertura voluntária de dados pessoais, por si só, não é suficiente para esclarecer a origem de todos os recursos ou afastar suspeitas.

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