Keila Jimenez reflete sobre experiência na Casa do Patrão: ‘Jornalismo em estado puro dentro de um formato de entretenimento’
Em entrevista ao R7, a apresentadora falou sobre carreira, planos para o futuro e a experiência mais imersiva com produtos digitais do reality show
Entrevista|Bianca Barbosa

Entregar entretenimento leve com informações bem apuradas é a especialidade de Keila Jimenez. A jornalista tem o reconhecimento e o carinho do público, fruto da credibilidade que construiu no dia a dia, ao longo dos mais de 25 anos de trabalho. Além dos aplausos, Keila vive uma colheita repleta de grandes projetos e, recentemente, estreou como apresentadora dos quadros digitais da Casa do Patrão.
A jornalista atuou por dez anos no jornal O Estado de S. Paulo e quase cinco na Folha de S. Paulo. Há mais de uma década na RECORD, ela comanda o Blog KTV, no R7, divide a apresentação do Podcast das Venenosas com Fabíola Reipert, e traz as atualizações do mundo dos famosos no Diário das Celebridades, no Hoje em Dia.
Atualmente, Keila brilha à frente de produtos digitais nas redes sociais da Casa do Patrão. No podcast Puxadinho da Keila, ela repercute o reality ao lado de convidados, já na live Tá na Rua, ela recebe o eliminado da semana para um bate-papo polêmico. Os novos desafios vêm acompanhados do friozinho na barriga e de uma vontade de entregar sempre o melhor ao público!
Ao R7 Entrevista, Keila relembrou sua jornada pelo entretenimento, falou sobre a transição dos bastidores para a frente das câmeras, citou momentos especiais com Silvio Santos e revelou como está sendo a experiência com a Casa do Patrão.
Confira a entrevista:
R7 Entrevista: Como nasceu o interesse por jornalismo e pelo mundo dos famosos?
Keila Jimenez — Olha, eu acho que nasci curiosa demais para ser uma pessoa normal. Desde criança eu queria saber tudo — quem ficou com quem, quem brigou, quem está de bico na festa. Aí descobri que isso tinha nome: jornalismo. E que eu podia fazer disso profissão. Foi o dia mais feliz da minha vida. (Minha mãe discorda, mas tudo bem).
R7 Entrevista: Você atuou por muitos anos nos bastidores e migrou para a RECORD pelo portal R7. Como foi a transição para a frente das telas?
Keila Jimenez — Gente, eu passei anos fazendo os outros brilharem e um dia alguém olhou pra mim e disse: ‘vai lá’. E eu fui. Sem manual, sem ensaio, no susto e é assim que é exatamente como a maioria das coisas boas acontece na vida. Os bastidores me ensinaram tudo que a câmera não ensina: respeito, timing, como segurar uma informação e como soltá-la na hora certa. Quando cheguei na frente, já sabia o jogo. Só não sabia que ia gostar tanto. Detalhe: eu dizia na faculdade que nunca iria trabalhar na TV (que eu amava escrever ) então a gente não deve cuspir para cima!
“Os bastidores me ensinaram tudo que a câmera não ensina: respeito, timing, como segurar uma informação e como soltá-la na hora certa”
R7 Entrevista: Qual é o seu critério para decidir o que vira notícia e o que fica no off?
Keila Jimenez — Um filtro que nunca falha: isso precisa ser dito ou eu só tô com vontade de falar? A quem isso interessa? Informação com relevância vira notícia. Fofoca que machuca sem necessidade, fica de fora. Eu levo fama a sério — e fama envolve gente de verdade com vida de verdade. Dá para ser entretenimento e ter ética. Não é excludente, é obrigação.

“Fama envolve gente de verdade com vida de verdade. Dá para ser entretenimento e ter ética. Não é excludente, é obrigação”
R7 Entrevista: Como equilibra a rotina intensa de quem precisa estar ligada 24h no reality e no mundo dos famosos com a vida pessoal?
Keila Jimenez — Equilíbrio? (Risos) Que palavra bonita. O pessoal da yoga tem, né? (Risos). Na prática é assim: o celular nunca dorme, mas eu durmo quando dá. Aprendi a desligar — não o celular, óbvio, mas a cabeça. Tenho um marido paciente, uma rotina que parece caos, mas tem lógica interna, e a consciência de que ninguém aguenta tudo no volume máximo. Às vezes eu baixo o som. Só às vezes.
R7 Entrevista: Aliás, como é a Keila na vida pessoal? Você transmite leveza e bom humor nos programas, é assim no dia a dia também?
Keila Jimenez — Exatamente igual — para a alegria de uns e desespero de outros. Não tenho personagem, o que você vê na tela é o que sou na vida. Animada, direta, com uma capacidade acima da média de achar graça nas coisas. Inclusive em mim mesma — (Risos).
“O que você vê na tela é o que sou na vida. Animada, direta, com uma capacidade acima da média de achar graça nas coisas. Inclusive em mim mesma”
R7 Entrevista: Quem foi o famoso mais difícil de entrevistar e quem mais te surpreendeu positivamente fora das câmeras?
Keila Jimenez — O mais difícil? Vou guardar o nome para mim — mas era alguém que respondia tudo com monossílabos e eu precisei usar toda a minha criatividade para transformar aquilo em matéria. Agora, surpresa positiva? Já fui para entrevista super intimidada com o tamanho da fama da personalidade em questão, mas encontrei gente generosa, engraçada e humana. O mundo dos famosos tem dessas: a imagem vende uma coisa e a pessoa entrega outra — às vezes para melhor...
“O mundo dos famosos tem dessas: a imagem vende uma coisa e a pessoa entrega outra — às vezes para melhor..."

R7 Entrevista: Você já tem mais de 10 anos de RECORD, como define sua trajetória na emissora?
Keila Jimenez — Acredito na construção de janelas na minha profissão. Eu trabalhei 15 anos nos maiores jornais do país, como colunista da Folha e do Estadão. Na RECORD, cheguei pela porta do digital, fui abrindo espaço, conquistando confiança, entendendo a casa. Dez anos em uma mesma emissora, hoje em dia, é quase um casamento — tem cumplicidade, tem história, tem memória afetiva. E como todo casamento que funciona: muito respeito, muita entrega e saber a hora de negociar (Risos).
R7 Entrevista: O Diário das Celebridades, no Hoje em Dia, é um marco na sua carreira?
Keila Jimenez — É o meu endereço. É onde as pessoas me encontram todo dia, onde eu me tornei parte da rotina de quem assiste. Não tem coisa mais poderosa na TV do que fazer parte do hábito de alguém. O Diário das Celebridades me deu isso — e eu cuido dessa relação com muito carinho.
“Não tem coisa mais poderosa na TV do que fazer parte do hábito de alguém. O Diário das Celebridades me deu isso"
R7 Entrevista: Você é referência em jornalismo de celebridades, TV e sempre aparece no júri do Troféu Imprensa. Como encara essa responsabilidade?
Keila Jimenez — Com seriedade e sem me levar a sério demais — que é a fórmula para não ficar arrogante. Ser referência significa que as pessoas confiam no seu olhar, no seu critério. Isso não é vaidade, é responsabilidade. Quando voto no Troféu Imprensa, não estou elegendo o meu favorito — estou avaliando trabalho, trajetória, impacto. É diferente.
“Quando voto no Troféu Imprensa, não estou elegendo o meu favorito — estou avaliando trabalho, trajetória, impacto. É diferente"
R7 Entrevista: Falando na premiação, você esteve presente nas edições ao lado de Silvio Santos. Tem alguma história para compartilhar sobre ele?
Keila Jimenez — Silvio Santos era daquelas presenças que mudam a temperatura do ambiente. Você sentia quando ele entrava, não pelo barulho, mas pelo silêncio que vinha antes. Todo mundo prestava atenção. O que eu posso dizer é que ele tinha algo que não se aprende em faculdade: ele via as pessoas. Olhava nos olhos e já sabia o que você tinha. Para mim, que venho do jornalismo de entretenimento, estar no mesmo espaço que ele era uma aula em tempo real. Uma honra. Guardo isso com muita reverência.
“Silvio Santos era daquelas presenças que mudam a temperatura do ambiente. Você sentia quando ele entrava, não pelo barulho, mas pelo silêncio que vinha antes”
R7 Entrevista: Como foi o convite para comandar o podcast Puxadinho da Keila e a live Tá na Rua?
Keila Jimenez — A vida tem dessas: você passa anos construindo credibilidade e um dia o convite chega como consequência natural, não como surpresa, mas como resultado. Foi assim. E quando chega desse jeito, você não tem dúvida. Você só diz sim e vai com tudo...
R7 Entrevista: Ainda rola um friozinho na barriga ao estrear um projeto novo?
Keila Jimenez — Sempre. E tomara que nunca vá embora — porque o dia que não tiver mais esse friozinho é o dia que eu virei IA. (Risos) Virei vaga do ChatGPT. E automático não faz jornalismo, faz robô. O frio na barriga é o sinal de que ainda importa. De que eu ainda estou presente de verdade...
R7 Entrevista: Você já era fã de realities e sempre comentava nas redes sociais e no Hoje em Dia. Está curtindo a experiência mais imersiva nos produtos digitais?
Keila Jimenez — Estou adorando! Agora eu estou dentro do jogo e tem uma diferença enorme entre analisar de fora e mergulhar de dentro. Nas lives com os eliminados, você captura o que a edição não mostrou, a emoção ainda crua, a versão não processada dos acontecimentos. Para mim, que sempre amei entender o porquê das coisas, é fascinante. É o jornalismo em estado puro dentro de um formato de entretenimento.
“Nas lives com os eliminados [de Casa do Patrão], você captura o que a edição não mostrou, a emoção ainda crua, a versão não processada dos acontecimentos”
R7 Entrevista: Quais são seus sonhos na carreira? Tem algo que almeja realizar?
Keila Jimenez — Tenho sim e não tenho vergonha nenhuma de falar. Quero continuar crescendo como apresentadora, quero levar meu nome para palcos além da televisão, eventos, quero que o Fofoca Awards (primeira e única premiação do mundo dedicada aos jornalistas de celebridades) se torne um evento de verdade no calendário do entretenimento brasileiro. Sonho grande, trabalho no tamanho do sonho e agradeço cada porta que se abre. Porque eu sei o quanto custou chegar até aqui. E eu sei que ainda tem muito mais pela frente. Tá logo ali, chegando!
Fique ligado: o Puxadinho da Keila vai ao ar todas as segundas, às 13h. E a live Tá na Rua é transmitida às sextas, a partir das 13h. Acompanhe os dois quadros em todas as plataformas digitais do reality.













