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Análise: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez fazem parte da ‘disputa mais acirrada’ da América do Sul

Especialista detalhou características dos candidatos à presidência do Peru, cujo vencedor ainda não foi decidido

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As eleições presidenciais do Peru estão indefinidas com 95,9% das urnas apuradas, com Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputando o segundo turno.
  • Roberto Sánchez representa o governo de Pedro Castillo e propõe reformar a constituição e indultar Castillo.
  • Keiko Fujimori tenta se desvincular da política autoritária do pai, mas foca no combate ao crime.
  • O cenário político reflete uma tendência sul-americana de partidos de direita focarem no combate à criminalidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As eleições presidenciais do Peru, realizadas no domingo (7), seguem indefinidas mesmo após 95,9% das urnas terem sido apuradas. Roberto Sánchez, de esquerda, e Keiko Fujimori, de direita, disputam o segundo turno com cerca de 20 mil votos de diferença um do outro.

Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais, analisa o pleito em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (9): “Essa é a disputa mais acirrada na nossa região até o momento”. Segundo ele, ambos os candidatos possuem visões políticas contrárias, mas carregam legados de líderes passados.


Sanchéz representa o governo de Pedro Castillo, do qual era ministro antes de o ex-presidente ter sido preso. “Ele quer reformar a constituição e dar um indulto para o Castillo”, explica Brustolin. Enquanto isso, Fujimori tentou se desvincular da política deixada pelo pai, lembrado como autoritário, mas voltou atrás ao redirecionar o discurso para o combate ao crime.

A estratégia segue a de outros partidos sul-americanos de direita: “Até 2010, mais ou menos, os partidos de esquerda, com o boom dos commodities, se elegeram em massa na América do Sul, mas os problemas de criminalidade aumentaram muito e aí a direita passou a ter uma bandeira [...] de combate. [...] Isso é visto em todos os países da região, inclusive nas discussões eleitorais no Brasil”.

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