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Cientistas descobrem a verdadeira história por trás de Moana

Pesquisa estabelece a relação entre a aventura da personagem do cinema e as descobertas sobre a ocupação humana no Pacífico

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Geógrafos e cientistas climáticos descobriram a verdadeira história por trás do filme Moana, relacionando-a com a ocupação humana no Oceano Pacífico.
  • A pesquisa se baseia no período da Longa Pausa, quando os habitantes de Samoa e Tonga não viajaram para o leste por 1.700 anos, terminando por volta dos anos 900-1050 d.C.
  • A equipe analisou amostras de lama e fósseis para identificar uma seca em Samoa e Tonga, que impulsionou a migração marítima para o Taiti, Havaí e Américas.
  • O estudo, realizado por universidades do Reino Unido, mostrou que mudanças climáticas e inovações tecnológicas de navegação facilitaram essa migração.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cientistas recolhem amostras de lama de um pântano na Polinésia para coletar registros de precipitação ao longo de milhares de anos Universidade de Southampton

Uma equipe de geógrafos e cientistas climáticos descobriu a verdadeira história de Moana. A personagem principal do filme é uma jovem da Polinésia que atravessa o oceano para garantir a sobrevivência de sua comunidade. Agora, uma pesquisa estabelece a relação entre o enredo e as descobertas sobre a ocupação humana no Oceano Pacífico.

A base da história está no intervalo conhecido como Longa Pausa, período de 1.700 anos em que os habitantes de Samoa e Tonga não realizaram viagens em direção ao leste. Por volta dos anos 900-1050 d.C., esse isolamento terminou, resultando na colonização do Taiti, do Havaí e das Américas em um intervalo de 250 anos. Esta movimentação é descrita como a maior migração marítima registrada.


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Para investigar as causas desse movimento, a equipe coletou amostras de lama em pântanos e lagos de diversas ilhas, como a Polinésia Francesa e as Ilhas Cook. A análise utilizou fósseis produzidos por algas e folhas para medir a proporção de isótopos de hidrogênio e determinar os volumes de chuva ocorridos no passado. Os dados indicaram a ocorrência de uma seca em Samoa e Tonga justamente no início da fase migratória.

A modelagem do clima revelou que variações na temperatura da superfície do mar no Pacífico provocaram o deslocamento da zona de chuvas para o leste. Este fenômeno resultou no período de menor precipitação nos últimos 2.000 anos para as ilhas de origem da população. O deslocamento da faixa de umidade criou condições para a existência de água nas ilhas receptoras, que estavam desabitadas no momento da chegada dos navegadores.


A escassez de água alterou a produção de alimentos e a resiliência das comunidades locais, gerando a necessidade de buscar recursos em outros territórios. O estudo, publicado Journal of Pacific Archaeology, demonstra a reação de grupos humanos diante de mudanças ambientais de longo prazo. A deterioração das condições de vida serviu como fator determinante para o início das jornadas marítimas.

O fator ambiental somou-se ao crescimento da população e ao desenvolvimento de tecnologias de navegação. Os construtores de embarcações adaptaram os cascos das canoas, substituindo o formato em U pelo formato em V. Essa alteração permitiu que os navegadores seguissem contra a direção do vento predominante no Pacífico Sul, viabilizando o acesso a novas terras.


O estudo foi desenvolvido por cientistas das Universidades de Southampton e East Anglia, do Reino Unido.

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