Em Minsk, protesto de mulheres tem 318 pessoas detidas

Das pessoas presas pela polícia durante manifestação contra o presidente de Belarus, a maioria é mulher, afirma a ONG Vesná

Entre as detidas está Nina Bahinskaya, de 73 anos

Entre as detidas está Nina Bahinskaya, de 73 anos

EFE/EPA/STR - 19.09.2020

Mais de 300 pessoas, quase todas mulheres, foram detidas neste sábado (19), em Minsk, durante um protesto contra o presidente de Belarus, Alexandr Lukashenko, segundo a ONG defensora dos direitos humanos Vesná.

O site da organização divulgou os nomes completos de 318 pessoas detidas pela polícia durante a manifestação e ressaltou que a lista ainda não é definitiva.

"Nossa luta tem rosto de mulher" e "SOS" eram algumas das mensagens mostradas em cartazes levados por manifestantes ao protesto. A "Marcha Brilhante", como a manifestação foi convocada, contou com a presença de milhares de mulheres, contra as quais entraram em ação os agentes da polícia.

Entre as detidas está Nina Bahinskaya, de 73 anos, que se tornou um dos principais nomes dos protestos em Belarus: "Onde está a minha bandeira?", questionou a ativista em uma viatura após ser detida, como mostrado em vídeo divulgado pelo portal "Tut.By".

Liberada pouco depois, Bahinskaya compareceu à delegacia para exigir de volta a bandeira vermelha e branca, um símbolo das manifestações que ocorrem desde as eleições presidenciais de 9 de agosto.

Segundo os dados da Comissão Eleitoral Central de Belarus, Lukashenko venceu as eleições com 80,1% dos votos, mas a oposição considera o processo fraudulento.